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domingo, 13 de abril de 2014

Viajante



Viajante
 Chove...
Ouço o barulho dos pingos  e meu coração se alegra.
Pingos que vestes pensamentos encobertos por olhos semicerrados...
Viajante abastecida pelo encantamento da chuva
Disfarçada pelas vestes molhadas da noite viaja...
Invade seu mundo com pés molhados sobre o tapete.
Rastros invasores em seu mundo organizado.
Não veio essa viajante para investigar nada do seu mundo tão seu.
Veio para roubar seu ressonar do travesseiro...
Veio invejar seu corpo abrigado sobre as cobertas...
Inveja sente da sua entrega ao sono... Quem sabe aos sonhos...
Inveja sente dos mundos que sua alma visita...
Chove a chuva. Embalando seu sono...
Chove a chuva e me leva de volta aos meus lençóis... Trazendo o cheiro de seu perfume... O movimento do seu corpo...
Entregue a seu encanto adormeço.

sábado, 12 de abril de 2014

A Pena é livre!



A Pena é livre!

A Pena cobiçada do Poeta corre em versos incertos... tão certos.
Ah ilusão! Poeta ser dono da Pena.
A Pena é livre.
Ah os versos do poeta! Ela dita e ele edita.
Pena encantada! Por muitos cobiçada!
Quem não deseja ser desses versos o destino?
Ah poetas!  Escravo obediente corteja sua senhora Pena.
Com ela dança com estrelas, namora a lua, se veste de sol.
Quando encontra uma musa com permissão da Pena livremente a encanta.
Encanta ate chegar ao desencanto... Poeta obediente.
Chora a musa que perdeu o que nunca lhe pertenceu.
Parte o poeta prisioneiro de sua senhora Pena.
Lindamente encantado pela possessiva senhora Pena escravizado.
Livre pelos versos acorrentados.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Qui sorte é essa sô!!



- Oh cachaça mardita ! Seu Jaó, mi ingano , disse que a marvada era da boa ! Mais  to torto aqui!
 -Acurdei meio zonzo , quandu vi a cascaver da mãe da Rosinha currendo em minha direção cum uma vassora na maão...Pensei, dessa vez mi lasquei .
Assim que a véia si aproximo, largou a vassoura i grito ,- Zê ocê ganho na tar de loteira , tamu rico!
-Diaxo! Num alembro di ter jogado , mas se a cascaver da minha sogra ta falando eu acredito.
Intão peguei a charrete , i fui pra cidade pra recebe meu dinheiro. Inquanto isso Rosinha , as veias , a irmã dela  i u mala du meu cunhado , ficaram ralandu mio, preparando cural , dessagando a carni , qui ia te festão quando eu vorta.
Duranti o caminho cumecei a pensa cumo seria minha vida di mionario.Ia inté da um pokinho pro mala do meu cunhadu.Ja ia passa na loja do Sr Epaminondas i cumpra um par di chinelo novo , pra famia toda , ve ki istravagança
-Mas pera ai? achu ki da pra comprar um vistido novo pra rosinha , i mais uns dois metru di pano , afInar quandu o vistido rasgar ou gasta, tem ki remenda...I vou cumprar butina nova pra mim Ismim , cumpra perfume pro cheroso , afinar nosso porkinho e limpo .Vou ajudar um pokinho a igreja , i idispois si sobrar arguma coisa intão penso im passar uma tinta nova na casa ... Afim cheguei na cidade , i levei meu biete premiado. O Sr Jusias , arregalo os oiois quandu viu , e me pegou pela mão mi levou pra dentro ii disse,
-Zé ocê sabe o ki ganho? Disse Jusias
- Num, só  sei qui vim buscar meus trocos aqui.
- Não Zé , vou cum ocê nu banco , pourque ocê ganho 35 milhoes!
- Oxi ! Deve ser mais que mir, purque mir já é muito dinherio pra eu.
 Assim ki cheguei nu banco ,o genreti mi atendeu cum um sorriso , abriu uma tarde de caderneta pra mim, i disse que eu num pricivava mais trabaia na vida , ki pokia inté paga impregada.
-Ixi , Rosinha vai pula di alegria .....
- Tudu aresorvido na cidade , passei num mercado cumprei um munte de coisas pra festa . Cumprei butinas novas pra todo mundo tuben, i roupa pra todo mundo, e 5 litrus da mió cachaça , afinar era dia di festa ... i fui cunvidando todo mundo pro festão na minha casa , quando dirrepente, veio agua pur todos os lado...
Acordei insopado com a cascaver da minha sogra falando pra mim acurda é ir trabaia!
Foi quandu apercebi que tava nu celero du meu ranxinho , e pensei:
 - Diaxo, sonho ki cumeça  cum essa jararaca , num podia acabar bem !