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sábado, 13 de julho de 2013

Vazio mover




Mãos vazias ainda se acostumando à liberdade. Bagagens no chão.
Estou parada na estrada, sobre a escuridão das sombras de um caminho fechado, arvores formando uma cerca protege... Aprisiona
Sento no caminho, entorpecida. Sou ignorada pelos viajantes.
Solidariedade não existe somente olhos que não desejam ver.
Vejo pessoas a quem ajudei pelos caminhos, baixam os olhos não por vergonha. Ajeitam sobre os ombros a capa da omissão.
Não sinto medo da escuridão somente cansaço. Ouço vozes que gritam eu te amo.Gritam de longe para não serem constrangidos a ajudar com as bagagens.
Doem as cicatrizes de outras cargas das vozes tão conhecidas que aqui foram transportadas.
Alguém me avisa que não devo ter dores. Que tenho bagagens ainda a carregar, minhas, dos outros... não importa.Tenho que me convencer que devo me levantar.
Não tenho forças e não desejo prosseguir. Talvez eu fique aqui nesse cantinho da estrada...
Quando a hora da despedida chegar essas vozes voltará a encher esse pedaço de mundo. O meu.Nesse dia serei elogiada,criticada,exposta.
Talvez um descanso bonito contra tudo que pedi seja feito. As flores que me apavoram quando usada para esse tipo de decoração. De repente alguém acenda velas...Nunca será como pedi!
Sei que não. Que decide nunca ouviu minhas palavras tão claras.Vai estar muito ocupado cuidando da sua dor.Tem que mostrar o mundo o quanto me amou...
Dói o coração, cansado coração. As lagrimas regam  lembranças de risos.
Sentada e calada admiro os passos daqueles que me veem sem ver.


 



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