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domingo, 8 de dezembro de 2013

Dor e Alivio



Não sou poesia
Sou bicho cheio de instintos
Poder que fascina
Encantamento que alucina
Abismo se abrindo
Céu ajoelhado aos pés.
Girando a um toque de mãos
Flutuar, desabar em lençóis macios
Mapear milimetricamente uma pele em tortura
Desenhar a rota de fuga no ventre que se procura
Dor e alivio nessa candura
Verdades e razoes voando ao vento
Ignorando o senso
Bicho que age por instinto
Sempre haverá gemidos em momentos que não serão frios.

Su Aquino


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Livro grátis

 
 
 
Todos os seres são mais que a aparência mostra.
Atrever-me-ia dizer que somos o que o momento da vida nos exige.
Todos os seres têm histórias. Aqueles que não as têm passaram pela vida e não viveram. Jamais entenderão os que amaram e que amam sem exigir nada em troca, sem manipular ou manobrar acontecimentos; simplesmente sentem-se privilegiados por amar, sem exigir do universo um retorno, sem revolta com os acontecimentos. Contentam-se em saber que o ser amado está vivendo em algum lugar, que está cumprindo seu destino. Seguem com um segredo dentro de si e que uma encruzilhada jogou no labirinto sem fim...

Basta clicar no link e boa leitura.
Encruzilhadas - Labirintos sem saída

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/4526755

domingo, 13 de outubro de 2013

Ortubro - Ai que promessa !!!!







Ai qui pesadelu , meu cunhadu aqui dentru di minha casa , sem trabaio ,aqui dentru di casa ,i discansandu , inquantu eu trabaio .
Rosinha mi disse que ele ja ta quase cunsiguindo trabaio , na cidadi, diz qui trabaio di roça numé pra ele,Diaxo trabaio é trabaio.

 Inda pur cima o disgramadu acho minha cachacinha iscundida.Aquela boa ja viu nu ki deu, i eu nem pude recrama .Purque si minha sogra soube , vai que do umas bicadas inquantu to na roça, vo orvi 50 pai nosso , 30 avi maria , e 70 cruz credo...num sabe o que é cruz credo? vou ti apresenta a véia  pra vc discubri...
Passarum arguns dias chego ortubro,Cum isso o dia di nossa sinhora. A muié du irmão da Rosinha invento um tar di dia das crianças , mas num é todo dia? Diaxo mais uma discurpa pra faze festa , pra mim mi lasca  di novo.
Mas cumo era dia di minha padruera nem recramei.
 Dia 12 cum sor nascendo Frederico ( nosso galo ) feiz seu trabaio, canto e canto que ate engasgo ...Rosinha mi disse vai lá i acorda meu irmão , pra ele ajuda ...
Pensei cumigo : - Agora ki dirrubo esse traste da cama , afinar desdi que eli chego si apodero du meu quarto , eu durmindo na paia, Rosinha fala ki é romantico... Mas pera ondi ta o romantismu, in acorda tudo muido, e nem dar pra fazer nosso tatu manco, ( ò num  sabe o ki é ? É coisa minha e de rosinha nun ti interessa).
 
Mais vortando a meu cunhadu , arranquei eli da cama , tomamus café i fomos pra cidade  busca os presente pras crianças, incuntramo cumpadre Arcebiadis na venda , i cumeçamo a prozia i toma uma cachacinha, eita trem bão !
Tomamu uma , duas , tries , cinco ...oito ... a sei lá ...quantas i num interessa...
 
Acurdei num outro dia deitadu no sofa di casa , e cum cunhado durmindo nu chão ...E Rosinha ,minha mãe , a muie do meu cunhado e a jararaca oiandu perplexas pra mim e pru dito cujo deitadu nu chão...
 Foi quandu a jararaca falo;
- Zé o qui vocês fizerum dessa veis? Meo fio num era ansim,.. disse a véia
Pensei cumigo:
- Dessa veis mi lasquei di verdade ...
 E a veia cuntinuou:
 -Eu achava qui meo fio era um caso perdido , fiz inté promessa pra nossa senhora , í vai intende u caminho da santa,
afinar oceis foram pra cidade , trouxeram cumida , bebida , o padre , os cumpadres, e brinquedo pra tuda as crianças. olie cumo os piqueno tão felizes ,I ocê  i meu  fio fizeram inté dupla cum mod di viola, trabaiaram arrumaram i anda cantanmo i dançamu .
I o que mais mi dexo feliz é que  ocê falou pru meo fio cunstrui a casa dele aqui i trabaia aqui nu sitio cum ocê,  i ele mesmo sendu di cidade , aceito.  Vamu fica tudu junto agora ...

 I qui ocê prometeu lá na igreja também pra NOSSA SENHORA  foi o padri qui disse, i fico besta da aligria di oces dois fazendu a promessa  na igreja aos pé da imagi da santa . .
 - O prumessa mardita ! O promessa sem jeito ! Mais si é pra Santa , mi lasquei vo cumpri  .Pensei .
 I ansim foi meu feriado do dia 12 de ortubru , mas o bão disso é quei vo pude acorda o traste  junto cum o Frederico,vo pude lasca com ele
Mas diaxo sempre  mi lascu...


Ricardo Vichinsky e Su Aquino

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Asas escondidas



Ah… se eu tivesse asas às esconderia sobre uma capa.
E pelo mundo caminharia a sua procura .
Sabendo que estaria com suas asas escondidas sobre sua capa .
Ambos brincando de ser normais entre os mortais ...
Sem temor ou relutância .
Deixaríamos as normas estabelecidas pelos loucos .
E entregaríamos os sentimentos ao momento conquistado.
Nos passos caminhados e sonhados ...
Mas nunca dados. E voaríamos livres e felizes
E então neste momento dos encontros .
Os nossos passos… silenciarão!
As capas ao chão caíram .
Asa exibirá .
E ao infinito de mãos dadas voaremos.


Su Aquino e Nasser Queiroga

Sempre suas mãos




A chuva bateu sobre o telhado e não entrou.
Acho que com o silêncio desistiu...
A madrugada quente desfila com seu manto escuro transparente.
Segue enfeitado de sombras a envolver o mundo.
Obediente mundo, dominado por sua senhora poderosa.
A cama perfumada lembra perfumes de outros lençóis...
O sono se perdeu em meio aos pensamentos.
Suas mãos... Sempre suas mãos...
Mãos firmes sobre o volante.
Mãos firmes sobre o teclado.
Mãos responsáveis pelos movimentos das rodas.
Mãos responsáveis pela espuma da banheira...


Sandálias

 
 
Sandálias

Se minhas sandálias estão empoeiradas ou limpas, ninguém sabe.
Se as sandálias, talvez furadas... Apertam meus pés, limpos ou empoeirados. Ninguém sabe.
As sandálias são minhas. A estrada é somente minha.
Somente eu conheço a dor e o prazer de calçar minhas sandálias.
Não posso dar-me o luxo de me preocupar com aqueles que elogiam meus passos. Aqueles que criticam meus passos. Nenhum deles vai dar um passo com minhas sandálias.
Sigo em frente. Agradecendo a Deus por possuir sandálias e poder trocar os passos.
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sentembru roxo -Zé e Rosinha




Ixi mar cumeço o mês de setembro , já to mi lascando, fais tempu que num vo pesca , nem caçar.
I pra piora , junta minha mãe, minha sogra i Rosinha , pra mi vijia.Mais Ysmim já disse suas primeira palavras , i advinha quar foi?A minha princesinha oio pra mim hoj di manha i disse:
- Pai vai trabaia!  To lascado inté ela poxa.....
Mais otro dia Rosinha rersoveu infeitra o sitio , diacho mais trabaio.
Mais ai quanto menus isperava , Rosinha veio nu meio da roça e mi falou pra para  i ir tomar banho, eu coceia cabeça mais obedeci .Afinar ia discansa na rede cumo sempre fazia a tarde toda , o coisa boa.Mais ai pensei : - Ai tem ! I fui bra bacia toma meu banho semanar.
Limpinho, cheroso , sem bicho di pé, Rosinha mi aparece bem vestida , toda perfumada. Num resisti perguntei
_ Rosinha o qui ta acontecendu?
- Ora Zé meu irmão vem pra cá , passar uns dias cum a gente .
 - Diaxo vo te  que aguentar meu cunhado – resmunguei.
- Mais Rosinha,ele num caso?
- Claro e vem com a famía toda, ve qui beleza?
Ai  mar cumeço o mês de setembro , já to mi lascando
Fais tempu que num vo pesca , nem caçar.
I pior rosinha mi disse quieles vão fica pru natar!
Agora te qui aguentar toda famia dela.
Finar da tarde chegou , a famia dela , veio o irmão  fanfarão , a muié Belinha ,o fio  novinho , i au papagaio  Godofredo.
Assim ki tudo mundo nus cumprimento , entramu pra dentro di casa .....o irmão pidiu licença , foi cunversa cum mãe deles ,i  cum Rosinha as porta fechada ..
I pensei : - isso num ta mi cherendu bem , i dessa vez num é cheroso.
Di repente rosinha sai du quarto , i fala pra mim ansim .
-Zé vai inte a venda i busca arguma coisa pra festança de hoje a noite ....
_Diaxu ja vor te ki gasta....
I Rosinha cuntiuo:
- Trais também uma garrafa daquela cachacinha que tu gosta.
Uai o ki será que ela vai mi pidir desse vez, a coisa deve se braba ela inté ta querendu mi agrada.Intao catei a charrete i fui pra cidade.
Chegandu lá passi na venda , cumprei rapadura , linguiça , cachaça , queijo coalho, i um ponco di carne seca.
Assim incuntrei o padre i convidei ele pra ir im casa , i num é que ele aceito!
I la fui eu bem di  noitinha, chegandu em casa cum as comprar i o vigario.Ki si ispanto in ver a casa cheia ....
Belinha a isposa du meu cunhadu , veio mi abraço ii agradeceu a acoitada , i disse ki nunca ia esqueci o que eu tava fazendo pur eles.
Pensei cumigo ,: -Uai só fui faze  umas cumprinha.
Foi quandu Rosinha aproveitando  o vigario  mi disse:
- O Zé ele vieru pra ficar, tava passandu muito apertado pur lá, intão disse que ocê pudia vir o vigario cumeço.
_ Mas Zé em bora ocê é turaõ , mas sabia tem bom coração, que Deus ti abençoe.
Foi quando pensei:- Diaxu me lasquei , agora o vigario coloco inté Deus nu meio ......u negocio e falar qui tudo bem e tumar minha cachaça .Ai eu disse:
- Gente pode fica , mais vão o irmão dela vai ter ki trabaia
Qui diaxu, mas cheguei di fininho i dissi :
- Rosinha tu ta feliz
- To sim Zé .  Respondi ela
-Intão vamu faze o Tatu Mancu? Dissi pra ela. ( Num sabe o qui é,? Azar seu , eita trem bão)  
 - Hoji não Zé ,dei nossu quarto  quartu pra eles dumir esse noite , amanha a genti si ajeita .
Ai ki diaxo , a uns anus atras , morava sozinho, ai veio Rosinha , Ysmim , daqui a pocu num vo te mais nem usando os dedus du pé não vo mais consigui cunta todo mundo.
Ansim  mi lasquei di novo:- Qui diaxo!

Su Aquino e Ricardo Vichinsky


 

domingo, 1 de setembro de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Encruzilhadas - Labirintos sem saída



Todos os seres são mais que a aparência mostra.
Atrever-me-ia dizer que somos o que o momento da vida nos exige.
Todos os seres têm histórias. Aqueles que não as têm passaram pela vida e não viveram. Jamais entenderão os que amaram e que amam sem exigir nada em troca, sem manipular ou manobrar acontecimentos; simplesmente sentem-se privilegiados por amar, sem exigir do universo um retorno, sem revolta com os acontecimentos. Contentam-se em saber que o ser amado está vivendo em algum lugar, que está cumprindo seu destino. Seguem com um segredo dentro de si e que uma encruzilhada jogou no labirinto sem fim...


http://www.amazon.com/s?ie=UTF8&field-author=Sueli%20de%20Aquino&page=1&rh=n%3A283155%2Cp_27%3ASueli%20de%20Aquino



https://clubedeautores.com.br/book/148945--Encruzilhadas

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vida

 
 
 
 
 
Pessoas vivem vidas e vidas
Em somente uma vida
Pessoas dividem suas vidas
Pessoas abandonam suas vidas Iniciam outras vidas
Saem de vidas Porem as vidas não saem das pessoas
Quando a neve que molha seus cabelos
Chegar a meus cabelos
Espero que ao meu lado você já esteja
Juntos em uma vida

sábado, 13 de julho de 2013

Vazio mover




Mãos vazias ainda se acostumando à liberdade. Bagagens no chão.
Estou parada na estrada, sobre a escuridão das sombras de um caminho fechado, arvores formando uma cerca protege... Aprisiona
Sento no caminho, entorpecida. Sou ignorada pelos viajantes.
Solidariedade não existe somente olhos que não desejam ver.
Vejo pessoas a quem ajudei pelos caminhos, baixam os olhos não por vergonha. Ajeitam sobre os ombros a capa da omissão.
Não sinto medo da escuridão somente cansaço. Ouço vozes que gritam eu te amo.Gritam de longe para não serem constrangidos a ajudar com as bagagens.
Doem as cicatrizes de outras cargas das vozes tão conhecidas que aqui foram transportadas.
Alguém me avisa que não devo ter dores. Que tenho bagagens ainda a carregar, minhas, dos outros... não importa.Tenho que me convencer que devo me levantar.
Não tenho forças e não desejo prosseguir. Talvez eu fique aqui nesse cantinho da estrada...
Quando a hora da despedida chegar essas vozes voltará a encher esse pedaço de mundo. O meu.Nesse dia serei elogiada,criticada,exposta.
Talvez um descanso bonito contra tudo que pedi seja feito. As flores que me apavoram quando usada para esse tipo de decoração. De repente alguém acenda velas...Nunca será como pedi!
Sei que não. Que decide nunca ouviu minhas palavras tão claras.Vai estar muito ocupado cuidando da sua dor.Tem que mostrar o mundo o quanto me amou...
Dói o coração, cansado coração. As lagrimas regam  lembranças de risos.
Sentada e calada admiro os passos daqueles que me veem sem ver.


 



terça-feira, 25 de junho de 2013

Festa Junina di ZE e Rosinha‏



Qui diaxu hoje Rosinha nem durmiu, mi acordo antes du Frederico( nosso garnizé) canta, pensei inté que ela tava afim de fazer uma mula manca ou o cueio perneta ,( isso é coisa nossa viu, não interessa proce). Mais qui nada era pra trabaia mesmo, afinar era dia de arraiar, um baita festão ...Ia vi cumpadre di todo lado.

Intão pulei da cama .. i fui corta lenha pra modo di Rosinha fazer curar, i pamonha, assim que ajuntei a lenha ia buscar pinga pro quentão, mais a jararaca di minha sogra e a minha veia , disseram agora não.

Afinar tinha mais coisa pra faze, intão limpei o terreiro, juntei mais lenha pra fogueira, fiz banderinha, e coi mais umas espigas pra pamonha, i u curar, a veia já tava fazendo os bolo di mandioca ,i minha sogra a canjica , infim como tava tudo nu jeito, sai di fininho pra buscar a cachaça, afinar arrair sem quentão não é arraiar.


Assim qui vortei pra casa , vi tudo decorado cum as banderinha, o povo tava falando im dança quadria( mais nossa quadria num é iguar a que dizem ter im Brasia viu), cumpadre tonhão fez um pau di sebo, i a prima Firmina monto inté barraca de bejo, pra modo di tenta disincaia...


Intão resorvi i pra cuzinha assim qui torrei o miduim fui faze o bendito quentão , coloquei o carderão nu fogo , gingibre, canela , açuçar limão , cachaça , eita trem bão, tava pronto o quentão...


Provei um gole, provei mais um , i outro , mas nussa tava bom dimais , e aproveitei tomei mais , i mais , dirrepente ,tudo começo a roda, eita trem bão, num mi alembrei di mais nada ...


Acurdei nu dia seguinti nu selero , durmindo no meio das paias , abraçado cum o saco di mio, pensei agora morri, dessa veiz até Rosinha perdi...


Fui quando oiei pra porta i tava as treis, Rosinha , a jararaca e minha véia mi oliando, quandu pensei em abrir a boca pra falar , Rosinha começou:


- Zé onti a noite , foi tudo di bão, ocê sirviu quentão pra todo mundo, dançou quadria, dissi que só ia na barraca di bejo se fosse pra ganhar ele da sua sogra , fez a prima Firmina subir nu par di sebo du cumpadri Tonhão , ela fico tão feliz , acho qui ela nunca tinha feito isso na vida, i canto i danço a noiti interinha, mas o que mais mi ispanto foi quandu a prima sofia (aquela ki você num gosta) ,dissi qui ia imbora pur causa du fio piquinino dela , ocê pidiu pra ela ficar, si fossi priciso durmisse im nosso quartu, intão assim foi feito ,tem gente durminido pela casa toda ...è Zé ocê deixou nós treis di quexo caido...


Foi quandu resmunguei im vois baxa , tenho qui ir na igreja , purque onti quandu fiz quentão tomava um gole e dava ortro pro santo, diacho i num é que ele veio bebe cumigo a noite toda...afinar dizem que ele proteje sempre as crianças e os bebuns, inpelo visto o danado gostou da festança,


Ai disse im vois arta


- Rosinha ajunta o povo e vamus pra missa,


Rosinha respondeu:


-Num pricisa Zé como ocê num repara im nada o paroco ta durmindo na sala , assim qui ele acorda vai fazer a missa no terreiro e disposi do armoço o povo vai imbora .Intão Zé por isso que viemus ti acorda, ocê pricisa pega mio , abroba e mandioca , a carni seca ja ta no fogo,e procê, fica animado cumpadre João troxe du almabique do tio dele aquela cachaça ispeciar ...


Intão diaxo la vo eu di novo cum a inxada trabaia, e assim foi minha noite de São João, mais mi dei bem uma cachaça ispeciar ganhei.






Su Aquino e Ricardo Vichinsky

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Os homi di A a Zé




Os homi di A a Zé




Rozinha , qui morava pras banda du brejo
du Macacu atolado, orviu dize di dum tar
di arfabeto di A a Zé, intuam ela mossa
letrada, danada , resorveu iscreve o dela também.....
Antão vamo ve nu ki deu.......


A- Alembrou di Adão.
Foi lá na bera du rio qui viu Adão.
O moço era artu , forte.
Mas era vesgo, manco e bobão.

B -Dispois viu Bertrão.
Ai cumpra na venda du Bertrão.
Era sortero, tinha dinhero.
Mas veió, muquirana e gordão.


C- Recordou da careca di Carmelo.
Um Biete qui recebeu.
E atrais da igreja foi.
A briante carece reconheceu...


D- Vortando na beira rio viu Danio.
Era moçu ajeitadu, fala esquisita.
Só quiria sabe di pega na vara.
E nunca oiava pra nenhuma piriquita.


E- In siguida avistou Epifanio.
O touro pelo chifri sigurava.
Já namorava ,o pobre.
Num sabia quanto chifre levava.


F- Resorveu fala di Fabriço.
Di longi a curiosida dela aguço.
Ai incuntrou uma veia fofoqueira.
Discubriu que era forgado e pinguço.


G – Eita o ki dizer di Giocondu.
Omi , iducado, mas estranhu.
Só falava di futebor, cerveja.
Ainda pur cima era vesgo e fanhu.


H- Num baile cunheceu Honirdu.
Moçu ajeitado, mas seu jeitu.
Pintava o cabelo fazia unha.
I rebolava , cheio di trejeito.


- Foi falar di Igirdo.
Mas só quiria sabe di jogatina.
Era viciado, tava perdido.
I num jogo perdeu até as butinas.


J- Oia alembrou du Juião.
Essi mosso si dizia o tar.
Lutava boxe, mas apanhou.
Hoje fala fino e come mingar.


K- Essa letra é di Karlão.
Caboclu que se dizia macho .
Falava grosso, mas pasmi!
Lisava o cabelo e fazia depilação.


L-Nussa ressorveu falar pra Lucinor.
Que tava toda prosa cheia di amor.
Mas , qui disispero ele num funcionava.
Foi uma noite di dispirdicio. ki horror!


M- Murilo era cantor.
Tocava violão, fazia serenata.
Dexava as mossa doida.
Mas ele num atava nem disatava.


N- Ai lembrou do Nestor.
Di noite, cunheceu ele num muro.
Pensou ki ia apaga o fogo.
Ele tropeço, caiu, Qui furo!



O- U cinema com Odenor.
Num escurinho du cinema .
Pensu, mi dei bem.
Mas ele só quiria fala da Ema.


P- Puxandu a mimória limbrou di Penildo.
Ixe maria! I Di tudo qui é letra P, puxa!
Perna, permito, p... (periquita)
Pensou besteira sô! E puxa e repuxa!


Q- Agora é a vez di Quirinu.
Pensou que ia ser a maio festa.
Da cama pra rede e vici versa.
Mas ficou tentando lambe a testa.


R- Vixe ai apareceu Risolino.
Risu sorto, magro, carça froch.,
Mas num quiria sabe di trabaio.
Botou pra curre pois, num era troxa.


S -Ai resorvi falar di Salomão.
Pensou que era homi sério.
Sentou na mesa, e fez barulho.
A abroba deu nele um revertério.


T – Foi a vez di Teófilo´.
Quiria junta os trapos ter juízo.
Mas o caboclu num largava a sogra.
Dizistiu, a véia ia da prejuízo.


U- Vixe é a vez di Uberti.
Viu ele dentro da igreja.
Religioso, quase um santo.
Mas do jeito ki num desejava.



V – Di Vencilau.
Vinceslau rimo com Nho Bilau.
Mas bebia chutava o gato.
Era grasso, e cherava mau .



X- Xi agora e o xandi.
Xandi só di carro véio
Di braços forte, perna torta.
Ai desistiu, i pediu arreio.


Z- Me alembrei du Zé-Ruela.
Ixe , tenho qui ficar cum alguém.
Infim penso no Zé Ruela.
Afinar aqui num sobrou ninguém.



Dueto de Ricardo Vichinsky e Su Aquino

domingo, 9 de junho de 2013

Alma




Alma que se fez fera e caminha pela vida.
Ninguém jamais consegue saber tudo que essa alma carrega.
Flutua pelo espaço e caminha observando em suas paradas o Tempo que caminha indiferente aos tormentos.
Gemidos, risos, murmúrios não param a caminhada do Tempo.
Que ao som da melodia caminha sem constrangimento.
Aos observadores apenas mais uma alma livre.
Bagagens invisíveis,que ninguém consegue enxergar.
Em suas paradas para tomar fôlego, lamber feridas. A alma encontra outras almas.
Algumas com suas bagagens visíveis.Como um caixeiro viajante as exibe como mercadorias.Necessidade de dividir aquele peso...
Vã ilusão. Ninguém pode dividir sua carga.Foram acumuladas e escolhidas em cada decisão tomada.Tudo teria sua consequência...
Algumas almas insistem em culpar o Criador pelo peso que elas mesmas escolheram.
Existem pesos que já as esperavam para serem carregadas. Peso de outras almas que a dela estavam ligadas.
A diferença nesse contexto é acertar na escolha, nas decisões.
A alma pode pegar pesos e pesos antes mesmo de iniciar suas escolhas que lhe renderão bagagens.
Pode também chegar aos pés da cruz. Aquela cruz tosca erguida lá do calvário. Dando fim á vida de um inocente.
Fim?Não. Foi i daquele fim que o recomeço se fez.
Numa manha de domingo o Homem sem bagagens somente humildade venceu a morte.
E nos deu a escolha de trocar o peso pela cruz. Pode caminhar pela vida sorrindo para o Tempo. Sem medo do grande rio.Sem moeda para barqueiro.
Encarando cada bagagem como aprendizado. Sem necessidade de plateia para tentar se livrar de seu peso.
Nos momentos de dor, lagrima, escuridão. O Homem estará lá segurando sua mão.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Além da capa





A lembrança que vem fazer companhia aos passos.
Invadi os pensamentos e aquece o coração.
Alma que não foge desse encontro.
Tão longe... tão perto...
Lembrança que traz os risos e gemidos
Saudade de momentos ainda não vividos...
Além da capa que envolve o Ser existe a essência
que a sua limitação ignora.
Voa essência e vai pousar em lugar certo,
onde outra essência chama.
Encontro além do possível,
onde tudo está interligado em pensamento.

Palavras






Palavras são essências do seu autor
Pedaços do seu ser em evidencia
Trajetos de muitas vidas, dentro de uma só vida
De desertos escuros aos jardins claros
De galáxias ao centro da Terra
Tão somente palavras
Viagens alem do véu do possível
Em mundos impossíveis
Podem transcender o tempo
Ganhar eternidade
Poder de uma humilde Pena
Abençoada Pena

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sombras



 
 
 
 

 

O abraço claro envolve o mundo. Silenciosamente, vagarosamente.
As sombras do interior desse abraço começam a se mover.
Olhos que piscam mentes que erguem seus sonhos.
Penso no Deus que tudo criou e nos deuses que os homens criaram.
Cada sombra algemada a sua verdade.
Sombras do passado invisíveis flutuam. Talvez tenham pena de tantas verdades...
Sombras que pregam verdades que não vivem...
Sombras que não pregam e vivem...
Sombras com luz própria, rodeadas por outras sombras que se deleitam com sua luz.
Sombras escuras que exibem sua luz artificial. Porem não enganam ninguém...
Sombras pregando a felicidade e a perfeição, falando sozinhas...
Sombras que oscilam entre felicidade e imperfeição, falando e sendo ouvidas...
Afrouxa o abraço do amanhecer, a escuridão vem para a substituição.
Adormecem as sombras descansando da labuta.
Acordadas sombras que não descasam após a labuta.
A escuridão com seu silencio envolve as sombras.
Sombras que bendizem a rebeldia do momento de solidão.
Sombras que se perdem no seu momento de esquecimento.
Seguem a sina do seu momento de abraços.
Claros, escuros...
Até o dia que será somente uma sombra que flutua esquecida pelos seus substitutos.






segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vai e vem...



Flutua dentro dos meus sonhos seu rosto adormecido.
Longe... Perto...
Presente do meu mundo de sonhos ,dentro do pensamento.
Silencioso mundo .Onde tudo que se ouve são sons dentro da mente. Ruidosa mente...
Sinto seu cheiro... Toco sua face...
Sonho tão conhecido sempre presente.
Ouço uma melodia nova vinda da madrugada.
Acompanho suas notas.
Vento que balança as folhas alem da janela.
Notas suaves na madrugada.
Vai e vem...
Embala meus sonhos envolvidos pelos seus braços.
Em nosso mundo distante... Perto...
Que delicia esse pensamento.

domingo, 12 de maio de 2013

Zé i Rosinha no dia das mães


I meu deus, Rosinha já ta inventano di novo,
vixe agora qué faze festança di nu segundo dumingo di maio, i eu qui quiria pesca, mas minha muié disse que é um tar di dia das mães,intão já ki é ansim , resorvi chama minha véia...
agora Rosinha vai ve como é bão te sogra ( ri,ri, ri).
Afinar minha véia cum certeza vai pegar nu pé di Rosinha, i brigar cum a jararaca da mãe dela, até ki infim vo ter arguma mordomia.
I assim ela cunhecia minha fia...
Assim num dumingo di manhã ela chego, e fui pega minha véia na cidade.
Ela já mi acho magrinho, i disse que ia insina Rosinha a mi cuida, na mesma pensei , acertei ....agora é minha veis
Quando chegamos im casa , Rosinha veio cum a Ymim nu colo, acompanhada da Jararaca, é tumbém tava perto a cabrinha Clotilde, a famia tava completa,
Minha véia si aproximo e por ysmim se derreteu, assim dispois di muito tempo a véia na minha casa intro.
Rosinha tinha feito canjica, galinha cozida , pamonha i arroz doce , eita trem bão que festança, eu lógico fui pegar minha mio cachaça pra comemora. Foi quando a minha a jararaca da minha sogra disse o Zé num bebe, que deposi do armoço você tem que i pra roça trabaia , iiRosinha meu copo tiro, e pior ainda minha mãe concordo.
Ai qui diaxo , me lasquei di novo, afinar perdi minha mae i ganhei mais uma sogra , desuu mi livre as treis si uniram , agora lasco...
Mais pensei bão é um fim di semana só, logo passa, foi quando tive minha maio surpresa.
Um homi numa carroça cum puxada pur um burrico magrelo, veio trazendo as coisas da minha véia ...
I Rosinha mi disse assim:
-Zé tenho uma surpresa proce, fique feliz , mãe veio pra fica!
E a minha sogra falou :
-Agora o Zé entra na linha .
I minha mãe completo:
- Eu ajudo ocêis,
Quase caio duro, mais coloquei um sorriso no rosto, iguar aquele ki uso na missa di domingo, i pensei faze o que é a vida, i mi lasquei di novo...
Vo te ki trabaia dobradu...e sei lá quando vo pode pesca...afinal esse cunvite pra minha mae, foi um tiro nu meu pé...

Su Aquino e Ricardo Vichinsky

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Meninas Super Poéticas vol.III


 
 
 
 
Meninas Super Poéticas vol.III-LANÇAMENTO DIA 26/05/2013 NO CEU caminho do mar ás 10hs. Todos convidados(as)
Mais uma publicação Beco Dos Poetas — com Sueli Aquino, Raquel Lopes, Aninha Santos, Dalvalucia C. Oliveira, Elenite Araujo e Bárbara Babolin.
 

sábado, 13 de abril de 2013

NADA É POR ACASO!



NADA É POR ACASO!

Nem a chuva ao acaso cai
tudo tem um porque
até o vento que se vai,
aos olhos que se vê
caem os pingos bem mandado
em formas de amor moldado.

Inundam o infinito invadem a terra
penetram em todos os cantos
nem a força do destino pondera
pelo acaso desses encantos
a natureza recebe essa invasão
que nunca será um lamento
do mais puro sentimento
uma melodia
de alegria.

Se ano estiver bom
nos dias que se seguem
abençoadas notas
cantadas em versos
que se espalharam
renovando
em todos ficaram
criando-se vidas
sem feridas
por todo universo...


Su Aquino e Jamil Luz

domingo, 7 de abril de 2013

Cuiabá 294 anos



Cuiabá 294 anos

Balança seu vestido
Saia rodada do seu verde
Ao som do rasqueado
Balança suas tranças
Entrada do pantanal
Rio Cuiabá e Rio Coxipó
Banham sua terra
Perfume da natureza
Hospitalidade do seu povo
Esta sendo remodelada
Nunca mais será a mesma
Do Porto ao Coxipó
Do distrito ao CPA
O VLT irá cruzar
Com viadutos para o transito desafogar
Parabéns jovem menina
Feliz 294 anos




*VLT "Veículo Leve sobre Trilhos", que é um pequeno trem urbano e movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente. O VLT é uma espécie de Metrô de Superfície, ou mesmo um "bonde" moderno tornando-se alternativa de transportes em cidades.
* CPA Bairro de Cuiabá

sábado, 30 de março de 2013

Páscoa na roça (Zé e Rosinha)

 
 
 
 
Eita qui num sei pra que tanta festança, é ano novo di novo,í pensei qui ia mi da bem nu carnavar, i mi lasquei.
Mais Rosinha recebeu a visita de uma prima da cidade Grandi, a cascaver da minha sogra ínté mi disse pra ir na cidade cumprar um tar de bacaiau, diaxu, mais qui bixu é esse...
Vo mesmo é pra bera du rio, purque o padre da cidade disse que num pode cume carne, na semana santa, mas intão peixe é feito di que?? E cueio bota ovo? Purque Rosinha num para di dizer pra Ymim qui o cuieo da pascoa vai trazer um ovo pra ela...diaxo cada custume esquisito...
Nu dumingo antes da tar de pascua , eu e minha famia fomo pra cidade,purque na igrijinha tava tendo a missa di ramus , fui pru mato pega uns gainhos verdinho, pra tudo mundo , foi ai qui mi lasquei, tropecei e cai nu pé di urtiga, passei o dia cuçando inté a sombranceia...
Ai chegou a sexta-feira santa dia di festança, a prima da Rosinha chegou.
I num é qui ela troxe o tar ovo di pascua, pesava um quilo e meio, ai pensei preciso achar essa variedade di cueio , i até fiqui cum dó do bichinho, afinal gertrudis minha galinha , pena pra bota um ovo bem menor.
Cumo num tinha o tar de bacaiao, serviu os peixinhos qui peguei no rio mesmo, tinha traira sem espinho, insopado di bagre, i bolinho di lambari, só coisa di primera viu.
Ai veio a prima di Rosinha i mi disse que no dia seguinte era sábado di aleluia, i mi disse que era dia de maia o Judas...
Na mesma hora pidi licensa , selei meu pangaré , i fui avisar o Cumpadre Judas Bichu di Pé, qui mora a duas léguas daqui, afinar ele num pudia sair di casa, purqi se não a coisa ia fica feia pra ele...
I veio intão u dumingo, a jararaca di minha sogra feis nóis ir inté a cidade di novo, quiria ver a missa di Pascua ,foi ai qui intendi qui a tra di Pascua num era só festança ,i sim renascimento da isperança , i vortamus pra casa, mais tranquilos...
Mais cunfesso ainda tem uma coisa martelando minha cachola, si cueio come cenora e capim , cumo bota ovo di chocolate i ainda daquele tamanho, vo compra uns bichinhos desse, afinar anu qui vem tem pascua di novo, arguém sabe donde vende esse tar di cueio di pascoa?


Su Aquino e Ricardo Vichinsky



domingo, 17 de março de 2013

VISITA


Visita

Sentada em frente ao hospital aguardo a hora da visita. Surreal essa situação ...

As pessoas que se movem ao meu redor parecem coadjuvantes do meu pesadelo. Já fui preparada para o que vou encontrar.Todos sabem que sou sensível ao sofrimento daqueles a quem amo.Sem desmaios ou escândalos .Eu me calo quando sou ferida por dentro.Por fora a calma e por dentro a devastação.
Sinto-me impotente diante do que não posso mudar.
Em minha mente vejo seu sorriso jovial. Sua fé inabalável em um Deus vivo e poderoso. Mesmo em momentos de crises sua fé não se abalava.
Tão difícil acreditar que nossas conversas durante a tarde, nossos lanches, nossos risos não acontecerão mais. E os seus planos de um amanha que não existirá como você planejou.
Desde que soube da gravidade da situação nunca duvidei. Sei que você está prisioneira do seu corpo anestesiado.
Faltam minutos para liberarem a entrada dos visitantes. Eu peço a Deus coragem.
Passo pela segurança e subo as escadas desejando que elas não acabassem...
Entro no seu quarto e me aproximo seguida por um olho verde vivo, arregalado, surpreso.
Olho que me segue ate eu me aproximar.
Você esta consciente, nunca duvidei. Lágrimas descem pela sua face ,sua emoção, sua tentativa de falar.
Toco sua face e sei que me entende quando digo. Você vai sair dessa.
Sinto-me feliz por estar ali e ver que você está bem melhor que as noticias que recebi.
Contrariando todos os diagnósticos você esta se mexendo. Guerreira e lutadora não vai se entregar.

Quando o horário de visita termina me despeço com um beijo na sua testa. E com a certeza que mesmo com a distancia que existirá entre nós,um dia nos reencontraremos .Unidas pela mesma fé.

domingo, 10 de março de 2013

SENHOR DOS POEMAS



SENHOR DOS POEMAS


Observa o poeta
O tempo a desfilar
Acostumado às estações
Nunca às novas emoções

Na primavera o perfume das flores
No outono caminha plácido sobre o tapete das folhas
No verão deixa-se aquecer pelo calor do sol
E nas noites de inverno por uma lareira e um corpo quente

Sábio poeta usufrui as estações
Sem se intimidar com as trocas de roupa
Desnuda-se e se veste no tocar de uma canção
Renovando-se em cada acorde


Sapos e príncipes só nas fábulas
Organizados pela emoção diária
Braços abertos aos amigos
Que agasalha em seu coração


Su Aquino/Mário Feijó

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vestes em fases


Vestes em fases

A lua cheia encanta meu coração
Sua beleza radiante mexe comigo
Sua luz e magia atiçam-me a emoção
E, no mistério do amor, me intrigo
Lua cheia iluminando o céu
Envolvendo a terra no seu véu
Destilando muitos sonhos
Doces como favos de mel
Ela impressiona a minha existência
Faz-me acreditar no que proponho
Pois o amor não é uma coincidência
A lua traz alegria ao coração tristonho
Caminha majestosa e senhora do céu
Regente das ondas que o mar reverencia
Vestida com amor pelo sol
Desfilando suas vestes em fases

Su Aquino e Silvanio Alves

SEGUE O CAMINHO... SEM NADA A RECLAMAR...(Presente)



Um coração regado pela saudade que exala de tu'alma...
A essência da luz que desfaz as trevas do teu existir...
Retirando de ti toda a tristeza te dando a força necessária...
Para seguir tua caminhada, muitas vezes
Carregando o fardo pesado...
Mesmo não tendo nada a reclamar...
Segue o caminho...
Com Deus no camando...
E, sem nada a reclamar...
Vivendo um dia de cada vez...
Fazendo de sua poesia párte integrante do teu ser...
Vendo muitas vezes o dia amanhecer...
Se faz insônia amiga da quietude traduzindo poemas
Pintados em telas á óleo
Belíssimas obras primas de letras conjugadas
E, conduzidas pelo amor que esparge do mais profundo
Do teu ser transbordante...
Assim é você SU AQUINO...
Versos meus para aquecer a tu'alma e teu coração...
Precisados do calor de nossa amizade.


Ray Nascimento


Obrigada Ray Nascimento

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nada a reclamar



Nada a reclamar

O poder do Tempo que passa sem ser notado é inegável.

Ontem a madrugada me convidou a explorar retratos guardados, esquecidos.
A manha testemunhou muitos outros espalhados sobre o tapete. No papel registros de outras épocas.
As crianças curiosas começam a observar os momentos eternizados. Eu a observa-los.
Dou nome aos antepassados que há muito já partiram. Elas com os retratos nas mãos contemplam as faces ali eternizadas. Pessoas queridas que deixaram muito de si em mim.Olham para peles brancas,cabelos negros como o meu.E me contemplam no meio daquele mundo para eles desconhecido.
Olham para a menina e não reconhecem a mãe sobre um moto. Olham a adolescente em muitos momentos. Eu faço uma linha do Tempo sem querer explicar, somente analisar.
Nessa linha que faço sobram lacunas de retratos destruídos. Que eles nunca verão... Provas perdidas no tempo ,porem vivas na imaginação.
Exatamente aqui ocorreu a transformação.

As mudanças o Tempo magistralmente orquestrou. Nada a reclamar.Foram tantas vidas...
Caminho longo desde a criança até a mãe. Que mesmo sem planejar muitos valores a eles ensinou.
Conto a eles da menina livre a correr em sua terra natal. Lembro a eles o compromisso de não se envolverem com as crenças dos ancestrais...
Ouço risos ,quando olham as longas tranças espalhadas no banco da praça, a adolescente dando adeus à menina.
Contemplam a jovem envolvida no seu manto de perfeição. Idealista e lutando por um mundo perfeito. Quanta ilusão...Veem um país estranho ,muito além de sua compreensão .
A adolescente ainda tão menina se responsabilizando por outra vida. E exclamam: _Nossa!
Cada retrato mostra claramente o brilho do olhar se apagando, dando lugar a obrigação.
Contudo ainda sobra o lugar para o sorriso nos rosto, olhos porem apagados.
Em algum momento da metamorfose o brilho se despediu, não suportou tanta desolação.
Em cada época uma vida, muita estrada, às vezes pés descalços sangrando pelo chão.
Às vezes correntes, açoites... vez ou outra um oásis...Esperando numa curva do caminho uma miragem...E eis os seres reais se contemplando nos retratos.
De repente as fotos mudam do papel para as digitais. Nesse momento tudo começa a mudar.
Como por mágica os olhos retratam a paz há muito perdida, enfim encontrada.
Quanto tempo ainda resta nesse caminho não importa, nunca importou. Quantos retratos ainda registrarão as transformações eu não sei. Espero que muitos aqui e além mar. Espero sentir vento no rosto em outras paisagens. Obrigação cumprida no final da estrada.
E quem sabe um dia ter entre essas fotos aquelas que um dia foram excluídas pela necessidade do caminho.
Caminhamos por caminhos diferentes, tão separados e juntos.
A luz da janela sempre acesa, abastecida pelo amor guardado, acalentado, protegido.
Fecho os olhos e enxergo bem os caminhos se tornando um só caminho. Sem encruzilhadas.
Espero que eu chegue primeiro e sentada na varanda fique observando o caminho escuro. Segura que a luz será seu guia.
Então enfim ouvirei seus passos subindo os degraus da varanda. Verei seu rosto iluminado pela luz.E o Tempo será obrigado a se curvar e sair.



 



 


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Tempo e o Poeta



O Tempo e o Poeta

Observa o poeta de sua janela
O tempo a desfilar
Já acostumado com as estações
Primavera, outono, verão, inverno

Já sentiu os perfumes das flores da primavera
Caminhou sobre as folhas de outono
Aquecido foi seu corpo pelo sol do verão
Aqueceu-se junto à fogueira em noites de inverno

Sábio poeta que conhece as estações
Não se intimida com a mudança de roupa
Nesse desfile tudo tem uma canção
Com acordes de renovação


Não existem sapos nem príncipes
Quem organiza esse desfile é a emoção
Entre todos escolhe sem segundas intenções
O que faz feliz o coração


Para o amigo Mário Feijó do Rio Grande do Sul

O SAPO E A ONÇA PINTADA



O SAPO E A ONÇA PINTADA


Debruçada na janela
A menina dizia
Não ter medo da onça
Que do outro lado lhe espreitava...

Disfarçada de menina
Há muito que era mulher
Quieta relutava entre
Um sonho e um desejo...

Sonhava com beijos
Como nas fábulas de menina
Onde um príncipe arrebatador
Viesse e lhe roubasse todos os medos

Eu estou há tempos
Esperando que ela me visse
Tão sapo me sinto
Mas ela insistia no príncipe...



Mário Feijó
11.02.13
P/ a amiga Su Aquino de Mato Grosso...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Carnaval na roça- Zé e Rosinha


Iniciu di ano maluco , é um tar de Rosinha
colocar frarda pra curar na bera du rio.
I ei na roça prantando mio , mandioca i cara
Mais rosinha quiria pular carnavar ,

O
que faze com a sogra Jararaca e a Ymim , nossa fiota ..
Tivemu a briante ideia de falar pra veiá cuidar da neném , inquantu, nóis ia pra cidade, vender pamonha , afinal era carnavar , i no broco da vila ajuntava uma murtidão.
Mas mi duia u curação deixar nossa menininha com o cramuião...
Sabadu di carnaval

Intão nu sábado inchemo um saco de mio e pegamu u rumo da cidade. Assim ki chegamo passamu na mercearia i vendemo o mio, assim num precisava carrega saco nenhum...
I assim fomo arruma um canto pra curti a festança...
Intão no sábado quando o broco foi anunciado , resorvemo entra na dança, nossa ki fastança , vi muitos compadres, arguns amigos isquicidos..i outros que mi devia uns tostão....
I rosinha mi puxo pra dança toda animada , mais logo disisti, nas costas uma dor danada, pur causa di pranta o mio, com cabo di inxada

Dumingo di carnavar
Teve missa logo cedo
Fazia tempo ki num via a capelinha
In siguida Rosinha quis pular no broco
I eu só fiquei di longi oiando
Quando uma veiá perto dela tropeço
I ovo podre nela derrubo, ixe maria
Minha rosinha passou u resto do dumingo
lavando cabelo cum criolina
Ai vortamu pru nosso canto, e arcodamu na segunda

Segunda di carnaval
Eu torto feito vara di marmelo, i Rosinha tadinha , teve
qui usa lenço na cabeça, i um vidro di perfume ...
Nossa akilo tava um horror.
Intão tive a briante , di eu i Rosinha sair fantasiadus di abobrinha,
Assim cum um pano veio verdi e manchado, ficamos fantasiado
Mais que diacho , o povo la du broco, num entendi nada di carnaver...
Mi chamaru de repoio, zé ruela e pelo chero di Rosinha , chamaru, também di bacalhau

Terça di carnavar
Ai disistismo de ficar e resorvemu vortar pra na quarta bem cedinho chegar nu ranchinho....
Chegandu in casa me assutei, afinar vi Ysmim vestida de paiacinha ( tava linda) tinha muitas visitas dormindo no chão...
Ia a veia jararaca já tava cuando o café.... perguntei a ela o ki aconteceu...

-Oiá Zé ontem a noite um broco novo Os compadres du Zé, chegaru aqui , cantando e brincando, com muita alegria , trazendo carne cerveja i cachaça, falei ki vc nun tava , qui tinha ido trabaia , vc i Rozinha , na cidade .
Só tinha ficado eu e tua mininha, num se importarum, fizeram um festão qui deu gosto di ver, disseru que pena ki vcs dois ia perder,
Mais dançaru e cantaru a noite toda , cumida i bebida , ki fartura,
Mais Zé nun si importa não logo todo mundo vai imbora, afinar hoje já tem ki trabaia.

Mas Zé a barraca na cidade foi boa? Perguntou a véia
Eu oiei sem jeito pra Rosinha , ela falou cum disgosto, a festa la num deu in nada mãe afinar a maioria tava tudo aqui.....
E eu di cara fechada fui pega nu cabo da inchada , i fui trabaia..
Mais ki diaxu acabo o carnaval .............


Su Aquino e Ricardo Vichinsky

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ricardo Vichinsky!!!FELIZ ANIVERSÁRIO!!

Ricardo Vichinsky!!!FELIZ ANIVERSÁRIO!!

Conheço um moço. Que afirma não ser poeta.

Porém sem engano desfila pelas letras como ninguém.
Tudo que se propõe a fazer não aceita nada menos que a perfeição.
Esse moço possui bom coração, sorriso aberto cheio de atenção.
Sua maior qualidade talvez seja ser direto sem contradição.
Admiro suas qualidades sem exagero na explanação.
Baú de surpresas seu jeito de ser...
De floresta a cidade. De rio a rua.Do teclado a bigorna.
Tantas são suas habilidades. Nega-las seria impossível.
Venho aqui oferecer-te meu carinho, invadindo seu mundo devagarinho.
Para mim um mestre, um anjo, parte da minha história.
Deixo-te um abraço apertado nesse dia especial.
Feliz aniversário Ricardo Vichinsky!!!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Rosinha i Zé adeus anu véio


(Dueto)

Ixe Zé cabo o ano, agora vo da minha versão.
Intão orça , vo falar de mim e do Zé, prestatenção!
I vou ti fala di Janeiro:
No final du otro anu, foi uma festança só.
Uma vez oiei u Zé, i comecei a senti um cumichão
Mas num era o Zé , sentei na urtiga !
Eu i Zé já tinha rolado na grama ,
Ai qui vergonha dize isso!
Intaum disse a ele qui a gente divia se ajunta.
Ele aceito, o coisa boa! Afinar precisava di arguem...
Intaum se ajuntamu in fevereiro.
I nu comecinho di fevereiro, mi mudei pru ranchinho;
Levei cheroso, i minha mãe, tadinha quiria fica junto da fia.
I Zé num disse nada,mas minha mãe oio pra ele desconfiada;
I lhe deu a inxada, logo mandou ele trabaia.
Hi.Hi.Zé si lascou, cabou a pescaria ,
I minha mãe sabia foi dizendo:
-Zé podi esquece a cachaça! Mais vamu a marçu...
Marçu , era um meis bão pru Zé.
Época de fartura no rio,Zé pescava todo dia.
Mas agora ki bão, minhã mãe uma santa,
Colocava juízo na cabeça du Zé, afinar quis ajunta
Tem ki trabaia, i isquice vida di manguaça.
Pra cumpensa ficava doce com ele...
I eu ria , pois Zé dizia que minha mãe era o Kramuião.
Foi quando comecei a ficar tonta , e cumecei a ingorda...
I lasco, vamu a abrir.
Abrir,
Tava gordinha, cumia abroba cum pimenta.
Mi sintia injoada, i minha mãe pressentia,
Eu achava graça, ela nu pé do Zé grudava.,
Pra faze Zé trabaia pegava inté a iscopeta .
I até a cachaça iscundia , eu achava graça.
I minha santa mãe, pru Zé virava o capeta.
Maio,
Zé pranto mio, cana ,
I cum ele escorreguei na grama.
Mas sentei na urtiga, mi lasquei.
Tava gordinha, e minha mãe mar incarada.
I Zé pensa que num vi a linha ,a cachaça ,
Qui leva na borsa , i minha mãe tumem sabe...
Ai ki a cutia assobia, mais vamu a junho:
Junho:
Bolo di milho , pamonha, doce di abobra ,eita trem bom!
Tinha quermesse na cidade, festão.
Mas pru meu Zé dei trabaio , afinar ressorvi cume.
Ki dilicia melancia cum pimenta , mandioca cum cerveja;
Jambu cum farinha, só num sei ondi ze conseguiu jambu
Afinar ele só da in dezembro...
I Zé sempre fazia u qui eu pedia , afinar
Minha doce mãe sempre o isperava com a ispingarda
Ai do Zé si minha vontade não fazia!
Julhu:
Ixe fiquei mais gordinha !
Minha mãe no pé do Zé grudava.
Ele só trabaiava, cuidava da galinha,
Du cheroso e da mimosa, nossa vaquinha.
Mas pobre Zé num si tocava...
Que as frardas eu já custurava.
Agostu,
Eu só cumia i ingordava , tava uma bolinha.
Zé quiria mi leva nu doutor , mas mamãe sabia ...
Intão minha mãe chegava perto du Zé ,
Cum pau de macarrão, i ele obedecia...
Num rolava mais na grama , só comia e queria cama.
Setembru ,
Zé aproveito a chuva , pranto feijão, arface e agrião.
Foi quando disse a Zé, Deus nos abençou .
I minha mãe fez a ele a revelação.
Tadinhu, entro in disispero, foi falar cum cumpadre.
Ortubru,
Minha mãe armada di ispingarda .
Fez Zé promete que nunca mais ia bebe.
Mas a nuticia di minha barriga si ispaio .
Cumpadres e comadres ,vieram nus vista.
Cumida , bebida in casa,
Foi quandu a promessa que fez, Zé armadiçou!
Novembru...Mes bão a pomba pia nu sertão!
O vento traz chero di cutia, foi quando oie pra traz.
Meu Zé dizia qui só quiria arguem pra tira bicho do pé!
Num isperava ter muié, sogra, um barrigudinho por vir.
I pior agora tava fazendu berço , cum minha mãe rezando um terço.
Pois pra ele só sobrava o cabu da inxada.
Dezembro,
Vixe maria ....na vila teve festão...
Mas meu Zé só fazia trabaia, pranta !
Mas zé istranho, quando minha mãe botou ele pra correr.
- O Zé leva a vara, ia cachaça e vai pescar, some daqui mané. Ele até estranho.
Foi quando minha preciosa nasceu!
Pra minha supresa Zé apareceu, mas minha mae ki deu nome a ela Ysmim, bunito americano...
I na nossa casa teve romaria, teve visita da prima e da tia,todo mundo apareceu.

Só ocê que não...isso mermo ocê mermo, lendo ai, purque num veio nos vê, é pertinho nosso ranchinho, basta chega !
Na istrada da capivara ingasgada e pergunta onde fica nosso ranchinho, é facinho, mas cumo sei que ocê não vai aparece, um feliz 2013 procê!


Su Aquino e Ricardo Vichinsky