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domingo, 23 de dezembro de 2012

Zé de janeiro a dezembro (FELIZ NATAL)



Ai mio Deus , qui diaxo esse anu já acabo!!!!!

Mais presta atenção, muita coisa aconteceu .

Intão orça cum atenção, essa prosa vai demora.

Só qui oiá , invés de fazer arfabeto, vou falar

Dus mês do ano...



Primero vamu fala di Janero.

Inda nem tinha mi curado da ressaca das festança

di fim di ano, quandu Rosinha veio mi procura . Ela

quiria ajunta us panus , dividi o ranchinho comigo.

Pensei purque não, afinal pricisava di arguém,

pra cua café , curta unha e tira bicho di pé.

Intaum marcamu pra se ajunta em fevereiro.


Ixe feverero logu nu comecinho do mês , me ajuntei.

Rosinha troce da casinha dela , a ropa, as panelas,

a inxada, o cheiroso(porquinho dela), i a sogra veiu junto.

Me danei ...Diaxo! Num vo pode pesca mais no riacho.

I pior , a véia acha que vai mi separa da cachaça!

Mi lasquei! Mas vamo a marçu.



Marçu ,, era um meis bão pra eu,

afinar era época de fartura no rio.

Pescava todo dia, mas agora a sogra fica na minha oreia .

Que tenho que trabaia, que coisa feia!

Nossa !Num posso nem tuma cachaça .

I rosinha então ta mais doce do que nunca ,

pena ki com ela veio o Kramuião...

Afinar num sei si sogra é benção ou castigo...

Afinar abriguei em casa um inimigo...mas vamo a Abrir



Abrir, Minha doci Rosinha tão quiridinha,

cumeço a ficar gordinha, mas num comi nada, ta injoada.

E minha sogra pareci chulé num larga do meu pé,

ocê credita qui a mardita num dexa eu nem chega perto da cachaça ,ki disgraça!



Maio , Prantei bastante mio , cana , e escorreguei na lama ,

mi lasquei, mais Rosinha cuntinua ficandu gordinha ...

E a véia cismada, continua cumigo mar incarrada ,

mais uma coisa já fiz sai di madrugada ,

falu qui vo trabaia, mais já levo linha i cachaça i vo pesca.



Junho: Bolo di milho , pamonha, doce di abobra ,eita trem bom!

A quermesse da cidadi , festão ,mas perdi , fiquie im casa ,Rosinha quem diria , resorveu cume .

Mas poxa tinha qui ser melancia cum pimenta ,

mandioca com cerveja , i jambu com farinha!

Mas agora num é época di jambo...E tudo isso no meio da noite.

I pra piora a minha sogra usou toda cachaça pra acende o lampião...

Uai !Rosinha ta comendo iguar disperada,

ta ficando gordinha , será ki é muita farinha?



Julhu: Rosinha tava mais gordinha,

e a veia num largava du meu pé,

dizendo qui tinha que trabaia,

pra cumpra mais coisa

pra casa. Mias puxa tinha tudo lá ,

cumida , meia dúzia di galinha,

uma vaca leitera das boas,

mas rosinha insistia im cumpra pano,

faze bordado , i eu quis leva ela num dotor la da cidade.

Afinar du jeito que ela tava engordando...

Pudia se barriga d'água, mas di novo a véia num deixo....

Disse ki da filha dela cuidava ela , e mais uma noite sem durmi,

afinar rosinha invento di cume canjiquinha com limão.

Na manhã seguinte nem cunsigui pesca,

quandu fui a tarde ver as traia, robaru minha cachaça...

Iii pior a dias num durmo e na grama cumigo

Rosinha nunca mais rolava, i muito pior que bichu de pé

era a sogra que di mim nunca disgrudava.

Meu deus ki foi que fiz!!!Casei i mi lasquei...



Agostu...rearmente disisti, dexo tudo agostu di Deus.

Rosinha tadinha ta uma bolinha, outro dia cumeu arface nu pé,

achu qui a tadinha ta cum barriga d’água e lumbriga.

Mais a véia num dexa leva ela no dotor... Num rolo mais na grama,

i minha cachaça tenho ki isconde, só mi resta o cabo da inxada .

Num consigo mais pesca,

purque minha Rosinha á noite só que sabe di cume,

mais poxa só pede coisa isquita .

Outro dia tivi que sai di noite pra caça, purque ela kiria cuelho,

mais o bichinho ligeiro...Me lasquei ,

inda bem que lembrei do cumpadre ai cumprei...



Setembru , Prantei ,feijão, arface e agrião .

I Rosinha tava mais pra Rosão...foi quando tive a revelação ...

Ela mi disse que Deus a união abençou , i mandou compra frada e berçu.

Ixe !! Será ki mereçu, fiquei feliz,mas dispois intrei im disispero.

Adeus riberão, adeus kermece ,adeus rasta pé.

I agora a sogra vai piorar....vixe maria , vou cum cumpradre Gardenço.

Mi acunseia...



Ortubru.... Minha sogra fez eu prumete num bebe mais .

A nuticia da barriga di Rosinha si espaio .

E os compadres e comadres vieram nos visita.

Truceram frardas, tarco ,arfinete ,

galinhas i uma cabrita, tumem ganhei um berço.

Mas cumpadre Genésio foi além, mi trouxe dois litro da mio cachaça ,

pra comemora, foi quando lembrei di minha promessa....ai falei..

-O promessa mardita, o promessa sem jeito...!

Enfim num guentei e cum cumpadre bebi.....



Novembro....Mes bão que que a pomba nu sertão pia,

qui se for no mato ta cheio di cutia, i eu parei i pensei :

Quando ajuntei só quiria arguém pra cua café, matar bichu de pé.

I agora quem diria meu ranchu ta cheio di frarda,

berço ao ladu da cama, ii rosinha só comi, dormi ,

e na grama num rola nada...

Pra mim só sobro o cabo da inxada, num tenho mais traia.

I a Dona Urtiga( viu ki carinhoso u pelido que dei pra minha sogra) ,grudada num pé iguar chulé..



Dezembro: Vixe maria ....na vila ia ter festão...mas tinha qui trabaia,

pranta , e minha sogra mi mando pesca ...estranhei.

A veia até mi deu uma garrafa di cachaça, e disse pra mim demora,

vi arguns panos e borsas feitas , foi quando pensei mi lasquei!

Acho que elas vão embora, mi disisperei ,

afinar ela mesmo gordinha era minha Rosinha.

Ai ki da bera du rio risorvi vorta , quando em casa chequei mi dismachei....

Mi sinti um Zé Ruela, afinar minha fia nasceu....

O diacho é qui a Dona Urtiga deu um nomi americano pra ela:

Ysmim , eu sei lá como se diz isso....e novamente mi lasquei.

Pois na na minha casa começou a romaria , é festa , visitas da prima e da tia ,todo mundo apareceu.

Só ocê que não...isso mermo ocê ai lendo meu relato purque num apareceu?

Mesmu assim lhe desejo um feliz natar e tudo di bão nu ano ki vem!!

Su Aquino e Ricardo Vichinsky

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ALADOS




Noite adentro na escura madrugada
Alados Seres sobre o mundo abrem as asas
Senhores do infinito de suas letras
No seu mágico mundo de sonhos



Alados e notívagos,
Poeta e poetisa,

Escrevem com motivos,
Ele duvida; ela preconiza.



Voam em suas letras
No seu mundo de incertezas
Amores, dores
Transformadas em beleza

Versos amalgamados
Em sublimes inspirações,
Tantos leitores encantados,
Poeta e Poetisa Alados, sensações...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Relicário






Contemplo sua face.
Escondido no espaço entre uma saudação o relicário invisível... visível...sentido.
Cheios de palavras embrulhadas em silêncios.
Palavras que gritam desesperadas sem alento.
Isoladas pelas paredes a prova de som do silencio.
Dentro do ser elas resistem bravamente ,se fazem lamento.
Imploram a ajuda do vento para pôr um fim a esse tormento.
O vento compreensivo embala a rede dos segredos.
Palavras nunca ditas se vestem de vermelho em protesto ao branco imaculado que tem usado o coração discreto.
Nada de segredos gritados no topo da montanha.
Somente o silencio de sonhos protegidos pelo travesseiro.
No momento de falar... Somente silencio.
Relicário protegido pelo silencio.


 

Surfista

 
 
 


Transformo você em surfista prateado
Surfando nas ondas dos sonhos
Iluminado da cabeça aos pés
Lindo olhar transparente
Senhor do seu momento
Viajante de mundos
Voando por ai
Pousando talvez em lençóis de cetins
Trazendo a musica do universo em sua voz
Calma melodia nessa sinfonia
Doces afagos nos seus versos a rimar

Flutuando... Meu mundo a encantar

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MEDO

.

MEDO

Meu mundo é real ,
de mentiras e inverdades,
escondido a sombra de meu eu às vezes tenebroso.
Pensar-me porto ,reporto aos receios de um medo incontido no olhar ameaçador do meu outro ser.
Meu mundo é real maquiado na fantasia da alegria, lágrima escorre o rimel de meus desejos pintados no rosto oculto de sua vontade.


Quando chega o fim do dia o breu da noite anuncia.
È chegada a hora da despedida.
Vai embora à maquiagem da fantasia,
levando consigo a alegria.
Tirando o rimel dos desejos escondidos.
Rosto não mais oculto.Exposto o Eu.

Espelho diante de mim ,meus olhos refletidos ,
não mais reconheço o ser que habita
meu corpo nu de verdades.
Cinza grafite me desenha em papel fantasia ,
tentando brilhar em meio ao neon
que vem do outro lado de minha janela.
Não quero mais ser eu.


Dança o corpo sem fantasia,
despido das verdades maquiadas.
Escorre pelo chão a tinta das ilusões.
Manchando o branco linho,
escorrendo entre as dobras de costurados sonhos
com a linha de outros tempos... maquiados pela aparência.


Meu mundo é real de mentiras e inverdades ,
sobreviveram aos medos que me cobriram a alma
de negros receios.
Hoje mesmo sabendo o que sou não sei que eu fui.

Su Aquino e Mauricio Claudio

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mudei eu


Mudei eu

Olho a chuva que molhou meu passado
Olho no momento presente
A chuva continua a mesma
Não perdeu seu encantamento
Sua cortina de inocência permanece
Mudei eu nesse meu ciclo da existência.

domingo, 11 de novembro de 2012

Encruzilhadas(Livro)

Diante da tela em branco com tudo que escrevi para você nas mãos me preparo para dar vida ao livro a tanto planejado.
Muitas páginas no papel impressas. Palavras e palavras a você dedicadas.
Da primeira a última linha meu Norte é você.
Palavras eternizadas aqui nesse livro adiado.
Sei que entenderá esse diário recheado de poesias
.




Muitos anos se passaram. Graças a tecnologia posso olhar para você numa tela de computador.Ouço sua voz vinda de longe.
Não planejei esse momento, nessa madrugada incomum. Como também não planejei o disparar do meu coração.Nem a emoção que toma conta do meu ser.Ah se você pudesse ver meu rosto agora como eu vejo o seu...que bom que não pode.
Contemplo sua face... meu Deus que emoção!Analiso suas mãos e o brilho único do seu olhar. Não resisto, minha mão toca a tela...
Nada de sonhos nesse momento. Isso é a realidade com ajuda da tecnologia abrindo uma brecha no tempo.
Tudo que se sente leva a realidade do encontro.
Nada que se possa sentir numa dialogo feito através de uma tela se compara ao encontro.
A cidade dorme. Madrugada ,lá vou eu com passos que parecem flutuar na calçada.
O cavalheiro que abre a porta do carro ainda é o mesmo que o fazia há muitos, muitos anos atrás...
Debaixo desse mesmo céu. Em muitas outras madrugadas...
A luz do poste ilumina nossos rostos. Não vejo os sinais do tempo.Vejo o garoto com os mesmos olhos...não existe toque de corpos.Existe o toque de almas.
Eu não me lembrava de o que era sentir. Flutuei nesse momento sem palavras.Perdida no seu olhar.Me vi pelo seu prisma.Momento único.Se o mundo acabasse ali não me importaria.No espaço de um carro todos os desejos do universo couberam.
Não me atrevi a pensar em nossos mundos. Palavras seriam uma blasfêmia.Um toque de mãos uma oração.



ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas.
A vida está cheia delas,
escolhas de caminhos,
sem volta.
O tempo...
Uma aranha tecendo teias;
Envolve...
Prende...
Comanda.
Nos leva por caminhos sem surpresas,
porque sabenos para onde vamos...
Seguimos ao som
de um som ...
Repetitivo...
Infindável...
Todos os dias.
Olhos que espreitam,
observam...
Não pode haver mudanças,
nos nossos passos.
Seguimos...seguimos...
As vezes felizes.
As vezes tristes.
As vezes saudosos.
Não importa,
só importa seguir.
O caminho certo.
Traçado...criado...por nós mesmos.
A vida não dá direito a rascunho...
Uma certeza:a morte!
Eternidade,
lugar muito vago,
distante;
para quem:
almeja,
o som de uma voz.
A alegria de um riso.
Para guardar,
como algo precioso.
Em um lugar onde ninguem
pudesse observar.
Avaliar.
Impossivel.
O dia está lindo,
que pena...

Chuva


Chuva

Cai a chuva mansamente nas telhas
Ruído no mesmo ritmo no telhado
Abençoada noite calma
Abençoada paz perfumada
Perfume de terra molhada

domingo, 4 de novembro de 2012

Vento

 
  
 
 
 
 
Soprou o vento da recordação
Virei criança sendo abençoada pela realidade
Vento movendo meus cabelos
Vento devolvendo a inocência
Vento no momento presente
Vento me perfumando com lembranças
Vento na ilusão deliciosa de um momento
Vento que soprou daí e me alcançou aqui

 
 
 

domingo, 28 de outubro de 2012

PARADOXOS DA VIDA




PARADOXOS DA VIDA

Qual será o sentido da vida?
A vida é bela,disso não há duvida;mas tem seus dias inspirados e também os sombrios...
Dias de arco-iris...
Dias de tempestade...
Dias que enchem a iris de belezas sem fim.
Dias que corroem a alma pensando no inevitável fim.
Dias que traduzem nosso sentimento em luzes...
Em sombras...
Em sentimentos vazios...
Em dias frios, que não aquecem o coração.
Afogam a alma em profunda decepção

Nessas horas a alma se veste de solidão.
Por fora a aparência permanece;
Por dentro o vazio fenece.
Nasce o dia vem à noite.
Vestimos nossa máscara de hipocrisia.
Acaba a noite e vem o dia...
Mas mesmo nessa harmonia o desequilíbrio aparece.
Pois sempre que isso acontece sabemos que da lama ao caos emerge a esperança.
Da lama surge a mais bela rosa.
Do sorriso da criança a vontade de mudança.
De dias melhores; num futuro incerto e atroz que corta nossa voz.

Somos somente humanos;
Pó que ao pó voltará... na eternidade faremos morada. Descansando a alma.
Peregrinos somos na Terra; aguardando o momento.
O chamado... Certo.
Mas se não fizermos valer o motivo para o qual fomos designados nossos frutos morrerão. Não deixaremos para a futura geração.Seremos inférteis.
E como o joio separado do trigo será jogado na fogueira da inutilidade.
Mas se a mais bela rosa nasce da lama, que não se apague essa chama que acalenta nosso peito!
Pois sabemos que além das nuvens de tempestade
o que cobre a cidade é um luar de eterna serenidade...



Su Aquino  e Adilton Gomes Silveira

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ÁGUAS SEM MÁGOAS



ÁGUAS SEM MÁGOAS
Cai a chuva na madrugada
Bate na janela te chamando para fora
Brilha teus olhos a contempla-la
Teus pés descalços não incomodam

Revelando a intensidade da natureza
No clarão, tua força, águas sem magoas.
Porque me seduz? Se és ira e pureza
Intensa, insana, liberta, o peito arpoa

Peito agarrando,seduzido,ferido
Perdido na beleza ,dessa tormenta,
Indecisão, invadida pelas águas
Derramada numa noite de incertezas

Liberto, morrendo aos olhos da memoria
Mas no renascer constante, traz o castigo
Do peito corrompido, no pranto sem glória
Misturo-me as águas, meus instintos instigo


Su Aquino e Ricardo Vichinsky





quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O sagrado e o profano

 


O sagrado e o profano


A madrugada veio a pouco me fazer companhia. Me encontro aqui sentada diante de uma folha em branco.
Imagino-te tão longe, exausto e ansioso para retornar ao lar. Para um mundo que te aguarda.
Trago na minha mente palavras que minha boca não consegue pronunciar, embora tente, a razão escolhe outras palavras, muitas vezes sem nexo...
Muitas vezes no decorrer do dia paro e me pego tentando juntar as palavras.Ensaiando frases no pensamento e tentando ser coerente.Me engano na ilusão que no final do dia elas serão por ti ouvidas.
Quando ouço tua voz a coerência some e as palavras se escondem. Vem muitas outras que nada dizem.Confundem e me sinto perdida.
Anseio pelo momento em que ouvirei tua voz e acompanharei com os olhos teus passos entrando em casa, ao mesmo tempo temo este momento.
Quando meus olhos encontram os teus minha alma já está despida. Esta nudez me encanta e amedronta.
Nesse momento o pergaminho esta se desenrolando lentamente...
Sei que consegues sentir o sagrado e o profano.
Sagradas almas que sussurram...
Profanos corpos que suam...


 
 

Pintor Caprichoso

 


Pintor Caprichoso

Palavras incontáveis palavras

Sentimentos que exigem serem desenhados em letras
Fogem do coração e invadem a mente
Sementes em solo adubado pelo pensamento
O lado lúcido derruba o jarro de palavras sem cores
Misturando ao colorido que vai brotando em meio às dores
O vento da realidade sopra para matar as cores
Forte vento que espalha as cores
Palavras descoloridas pelas dores
Ganham vida e se transformam
Viram cores sem dores
Preparadas para serem usadas
Na imensa tela de um pintor caprichoso
Que não admite interferência
Desenha sentimento ao seu contento
Nada pode parar esse pintor de sentimentos
Que se chama Amor


 

Cavernas





Cavernas

Pela fresta de nossas cavernas interiores nos acostumamos a ver sombras.
Sombras que acreditávamos ser a realidade da vida.
Nada alem disso existia até o momento que as correntes se soltaram...
Rastejamos para o único lugar possível: a fresta de luz.
Famintas nossas pobres almas... livres das sombras.
Claridade insuportável, desfalecemos em meio ao infinito de possibilidades.
Devagar despertamos ,temerosos caminhamos. Tateamos até nos acostumarmos com a luz.
Tanto espaço nos assusta, às vezes tememos ter que voltar e se prender na caverna, outras vezes anseia -se por fazer isso...
Mas o desejo de aprender e desfrutar nesse infinito nos encanta!
No caminho percorrido armadura e armas para defesa fomos adquirindo.
Numa parada da estrada nos encontramos, guerreiros de sua própria guerra interior.
Sentados nesse oásis estamos. Ambos se encantando.
Sem falar do passado, nem do futuro, vivendo o presente.
Desejando e temendo o momento de expor cada um sua caverna.
Cada um achando impossível sobreviver a esse momento.
Guerreiros que batalham dia após dia. Se alegrando por cada nascer do sol.
Agradecidos pela mão do Criador que soltou as correntes e abençoou com seu amor.

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adivinha





Adivinha

Encantada por ti.
Embriagada em teu carinho
Elevada no teu fascínio
O momento é o hoje
O passado há muito acenou
O futuro não vai fugir
O presente é magnífico
Envolvidos corpos em espumas
Descansados corpos adormecidos... entrelaçados...
Morte... um dia virá.Um dia...


ADIVINHA...
 

É assim




É assim

Esse é um momento

De pés descalços, cabelos ao vento.
Paro o mundo para contemplar o arco -Iris
Depois do espetáculo da chuva
Natureza que regue os sons
Sons da minha alma
Alma agradecida a você
Parceiro desse momento
Onde o Tempo é mero espectador
Nosso momento de encantamento
E se cair lágrimas que sejam de felicidade

Você e a Chuva

Você e a Chuva

Cai a chuva mansamente no fim da tarde.
Chegaram juntos, você e ela.
Ela o trouxe ou você a ela?

Você sorri lendo minhas palavras surgindo na tela.
Que lindo sorriso a iluminar seu rosto!
Chama-me a atenção para o ruído dos pingos nas telhas da varanda.
Eu paro e contemplo as plantas sendo também abençoadas pelos pingos.
De repente vem o silencio, chuva temperamental como você.
Avança , se aquieta... como se fosse regida por um maestro caprichoso.
Escuridão nesse final de tarde... você e eu registrando no livro no infinito esse momento.
Casa vazia, silenciosa, somente o barulho das teclas desenhando letras que seus olhos leem.
Sem explicações, sem indagações, nós dois aqui...
Somente olhos nos olhos, felizes e contentes.
Céu escuro, seu rosto iluminado...
Daria o nome de paz para esse momento.

                       Um instante... um fim de tarde ...balé no coração...

domingo, 14 de outubro de 2012

Maura 38


Olá meu nome é Maura.
Vim da capital do Paraná para vencermos nesse final dos anos 80 ,na capital do Mato Grosso.
Tenho 38 anos, casada, seis filhos lindos. Apesar de lutarmos financeiramente sou feliz.
Sou uma baixinha bonita, com cabelos louros escuros e olhos verdes.
Recentemente uma amiga jovem ainda ,engravidou. Gravidez indesejada, aconselhei-a a tirar. Ensinei o remédio.Se vai fazer ou não ,é com ela.
Se não tirar é uma idiota!Tem dezoito anos, solteira, uma vida inteira pela frente.
É ,a garota não tirou,assumiu e enfrentou o mundo. Corajosa a garota!
Anos se passaram, por motivos graves, que não veem ao caso aqui, resolvemos voltar para nosso estado.
De tudo que tenho na vida meu esposo e filhos são meu mundo.
Um dia tive uma surpresa, estava grávida!Que alegria!Sei que meus filhos já estão grandes, que já não tenho idade e saúde para ter um filho. Mas e daí?
Contei para meu marido que se preocupou. Fomos ao médico. Que foi honesto.Eu não poderia ter aquela criança.Fato impossível de acontecer porque era um risco grande demais.Em resumo:Eu não tinha saúde para levar adiante aquela gravidez.O certo era interromper.
Nada é perfeito!Minha saúde é péssima!Sou acompanhada por médicos. Gravidez no meu caso é uma sentença de morte!
Nem quero saber, quero meu filho!Vou em frente, não vou matar meu filho!Meu marido argumentou que já temos seis. Sei que ele está preocupado.Porem quem decide sou eu.
Estou em meses de sofrimento, meu corpo não me ajuda. Eu finjo estar bem.Eu vou conseguir!
Um dia a previsão do médico se fez real. Acordei numa cama de hospital,meu filho não existia mais.Triste e cansada,eu havia perdido a luta.Os dias vão se passando,eu vou e volto.Meu marido as vezes me pega no colo,me abraça e chora.Agora a criança sou eu.Sei que meus filhos estiveram aqui.Senti me tocarem ,ouvi choros.Mas a escuridão me envolve,luto em vão.
Aqui terminou meu sonho de ser mãe novamente.







Lidia 24


Olá meu nome é Lidia. Tenho 24 anos.
Vivo na capital do meu estado. Em um bairro de classe média.Nasci e cresci aqui,meu momento ,os anos 80.
Meus pais faleceram em um acidente há alguns anos. Eu e meus dois irmãos mais novos moramos com minha avó.Um senhora já idosa,muito querida no bairro onde moramos.
E eu já tenho um filho de três anos, Desisti da escola antes mesmo de ser obrigada a tê-lo. Não por falta de oportunidade, sim por falta de interesse. O pai do meu filho eu não sei quem é.Namorei demais e enfim,quem se importa?Certo que é minha vó que sustenta, mas e daí?Eu preciso viver!Vez ou outra eu arrumo uns trabalhos para minhas despesas, mas nada fixo ou pensando em futuro. Não tenho preocupações quanto a futuro.
Minha vó desistiu de me aconselhar, também com seus 65 anos não entendi nada da vida!
Minha vida no momento está como quero. Festas e festas.Sexo por prazer sem compromisso.
Nem tudo é perfeito. Algo deu errado na minha tabelinha!Que nada eu não a respeitei... essa é a verdade.E a consequência veio.Outro filho.Não sou de resolver as coisas rápido e o tempo passou.
Chegou a hora de fazer. Porque decidido que ia parar a gravidez eu já tinha decidido. Nem sabia de quantos meses estava...
Arrumei uma agulha de tricô, não podia adiar aquele momento. Fiz do jeito que me ensinaram e agora era esperar.
Horas se passaram eu aguentando firme. Uma dor mais forte e no banheiro o resultado veio.Consegui!Era um menino!Nem me alarmei com aquilo somente com o sangue que descia pelas minhas pernas e sujava tudo. E a dor insuportável...
Todos vieram acudir, vi a dor nos olhos da minha vó olhando para o feto... Alguém chamou a ambulância .Lá vou eu para o hospital!Emergência!
Fui atendida, o sangue continuava... eu ainda na ilusão que tudo ia passar...
Quando percebi que estava alternando momentos de consciência e inconsciência, olhei nos olhos da minha vó e entendi. Eu estava partindo!Cadê a justiça?Preciso viver!
Errei ao usar a agulha perfurei meu útero porque queria ter certeza que estava atingindo o feto.
E foi assim que morremos eu e meu filho...

 

Kenia 33



Olá meu nome é kenia.
Sou uma mulher de 33 anos realizada. Nada a desejar da vida nesse final dos anos 80.
Sou casada com o homem que sempre amei. Me casei virgem.Tenho um casal de filhos maravilhosos.Vida perfeita!
De repente veio à novidade: uma gravidez inesperada. Conversei com meu marido médico.Essa gravidez não podia prosseguir!Porém ele foi taxativo ao declarar que não ia aceitar que eu interrompesse a gravidez.
Fiz de tudo para que ela parasse ,escondido dele. Mas contra todas minha tentativas a criança nasceu.A intrusa e perfeita menina veio para desorganizar toda minha vida.
Anos se passando ,eu criando os meus dois filhos. Dois sim.Porque aquela era a intrusa que eu suportava pelo amor ao meu marido.Todos os meus filhos se tornaram médicos.Cada um deles seguiu seu caminho.Devagar foram se afastando.Meu marido morreu em um dia de domingo.Eu fiquei sozinha na casa imensa.E um dia também eu adoeci.Fiquei paralisada,presa no meu corpo.Nenhum dos meus dois filhos tinha tempo para cuidar de mim.Afinal é trabalhoso acompanhar fisioterapia,etc.
No meu mundo , agora minha realidade era cheia de limitações.
De repente a intrusa entrou pela porta,estava chegando de outro país.Me abraçou com todo carinho que sempre me ofereceu e eu ignorei.
Hoje minha intrusa cuida de mim. Os meus outros dois filhos têm suas vidas.Raramente me visitam.

Angela 17



Olá meu nome é Ângela, tenho dezessete anos.
Estamos no final dos anos 80. Ainda não completei meus estudos e faculdade ainda é um objetivo distante.
Meus pais não são ruins, sou filha única e eles confiam em meu “juízo”.
Recentemente descobri como é bom namorar. Conheci o Carlos.
No condomínio onde moro tem muita diversão, sala de jogos, piscina e amigos de montão.
Não posso reclamar da vida. Sou clara,baixa,cabelos curtos, feliz com minha aparência.
Gosto de participar das rodas onde cantamos ao som do violão, contamos piadas noite adentro. Dançamos de rosto colado... Dentro do espaço do condomínio.
Meu namoro com o Carlos está indo do jeito que deve ser. Afinal temos 17 anos.O mundo é nosso!Aqui não existe AIDS.Confiamos um no outro.É ,também não usamos camisinha...
E não penso em gravidez, comigo não vai acontecer.
Um dia amanheci enjoada, comi algo que não fez bem. N a escola senti uma tontura .Calor demais.Mal estar esquecido ,a vida continuou.
Começou novo mês, percebi que não havia usado o absorvente... pacote fechado ainda.
Tentei falar com o Carlos que depois de três meses de namoro estava estranho. Percebi que andava dando atenção demais a outra garota...desisti.
E veio outro mês e nada de precisar abrir certo pacote fechado. O Carlos já era passado .
Entendi de repente. Estava grávida.Eu não poderia assumir isso.Com uma informação ali outra acolá,descobri que podia parar aquilo.Ninguém ia descobrir e tudo seria esquecido.Comprei o tal remédio.Escolhi o dia e pensei.Amanha estarei livre desse pesadelo.Remédio tomado,agora era esperar.Acordei gritando no meio da noite,alguém estava enfiando agulhas no meu ventre!!
Dor horrível meus pais desesperados sem saber a causa. No hospital não fui acarinhada,fui medicada com olhares de desprezo.Ouvi alguém dizer que agora eu não iria precisar assassinar ninguém mais.Entendi enfim deitada naquela mesa fria.Eu havia matado o meu filho!
Não existia, mas a menina de dezessete. Ela se despediu na hora que engoli aquele remédio.
Fiquei livrei. Ninguém me condenou,afinal era só uma menina...o Carlos nem apareceu para saber se eu estava bem...afinal era só um menino...
Segui minha vida com esse fardo de culpa na bagagem. Trinta anos se passaram.Eu nunca mais me preocupei em decidir sobre a vida de nenhum inocente.
Sempre que chega a data em que meu filho estaria aniversariando eu me recordo. Choro.
Hoje estaria fazendo 30 anos. Talvez tivesse irmãos ou seria único....Por que minha dúvida?Porque fiquei estéril naquela mesa fria.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ENCONTRO

ENCONTRO

Eis a surpresa
Natural encontro
Cuidadoso
Objetivo
Navegantes de mundos
Tentando
Renascendo
Orquestração da perfeição

A virgem,o mineiro e a garrafinha.Realidades da vida


A virgem,o mineiro e a garrafinha.Realidades da vida


Olhado a pacata noite da cidadezinha onde morava Maria pensava em sua vida. Tinha 40 anos, sempre morara ali. Seu primeiro e único namorado fora aos 15 anos.Dele guardava o beijo tímido e roubado.E guardava algo mais ,sua inocência,sua virgindade.Sabia que ele morava na capital,casado,com filhos.Mais edaí.Ainda esperava.Sonhava com aquele dia em que se tornaria mulher pelas mãos dele.Toda noite acalentava aquele sonho e assim a vida pacata seguia.
Um dia o milagre aconteceu. Ele estava na cidade visitando a família. Chegara a hora pela qual ela esperava á vida inteira.
Arrumou-se com esmero, roupa de domingo. Sendo que nem missa tinha naquele dia.Usou seu perfume de sempre.Marca antiga,se perguntando se ele se lembraria do seu cheiro.Partiu disposta a dar boas vindas.
E finalmente o viu passeando na praça. Mudado com certeza.Mas o charme do mineiro continuava o mesmo.Os olhos vivos e safados sorriam junto com a boca,quando a cumprimentou.Maria não precisou se esforçar para conquistá-lo.Nelson era motorista de ônibus na capital.Peão do trecho esperto.Logo deu um jeito de marcar aquele encontro para a noite.Mesmo sem imaginar o que o esperava,marcou.
Maria chegou a casa, trocou os lençóis, preparou sua camisola. E sonhou na janela. Na hora de sempre entrou.Aguardou o silencio,a cidade dormia.
Lá vem o mineirinho na hora certa.Quieto,observador.Entrou.Naquela sala ouviu uma sincera declaração de amor.Inacreditável declaração!Ele pensou coitada essa aqui por mim esperou, não posso desprezá-la. Então a abraçou e com juras de amor sua virgindade ceifou.Noite mágica do jeito que ela imaginou.E outras noites vieram depois dessa.
Mas o dia da partida chegou, na ultima noite ele ainda amor jurou. Porque assim, pensou ele tinha que ser feito. Lá se foi para capital,para esposa e os filhos.Vida normal.Um belo dia chega a carta.Era dela com muitas juras de um amor eterno.E agora pensou ele. A carta ele não queria destruir. Mas a esposa ciumenta era seu problema. Então resolveu a questão.Colocou a carta numa
garrafinha,tampou,Cavou um buraco no quintal e as juras enterrou.Lógico que a estória correu trecho.Porque ele contou.
Um dia desses o encontrei. Perguntei se aquilo foi o final. Não foi. Maria vendeu a casa e para a capital do estado havia se mudado.Aqui chegando uma paixão com ele viveu.Ate enjoar e ir experimentar outros amores.
Os nomes dos personagens mudaram nesse conto. Mas a garrafinha existe. E o mineiro esperto estava trabalhando ontem.

Despedida


Despedida
 
Sigo nesse caminhar, entre erros e acertos.
Ás vezes esquecida que escondido no perfume das flores existe espinhos.
Nesse momento sinto a dor, o vermelho do sangue a pingar.
Parceiros certeiros obrigam-me a despertar.
Mundos diferentes se cruzam, às vezes se alinham...
Mas nunca podem se encaixar.
Sabendo disso não existem lágrimas a rolar.
Nem grito de lamento no ar. Somente palavras a cantar.
Uma inédita canção de despedida. Enchendo o branco do papel.
Eternizando o cheiro das flores, que vão sempre me encantar.
Revivendo sempre seu jeito de menino, que foi feito para conquistar.
Lembrança que sempre vai acompanhar essa humilde viajante, que segue seu caminhar.
 

Pedido


Pedido


O amanhã e um terreno desconhecido, que desejo, seja iluminado...

Confusão


Confusão


Hoje queria me transformar em energia.
Com o poder de me dissolver em meio ao ar.
Vencer as barreiras do tempo.
Ultrapassar os limites.
Alem das perguntas e respostas
Alem do espaço.
No infinito flutuar.
Ser somente imaginação...
Sem corpo, sem alma, sem coração.
Somente um raio de luz...
Viajando na imensidão...
Sem rumo, sem direção.
Ansiando um abrigo, salvação.
Nessa confusão de emoções, uma direção.

Novo dia


Novo dia


Novo dia,nova chance,novo aprendizado.
É a vida que segue.Sempre e sempre.E eu,feliz por estar aqui...

Perda



Perda


Perdi sonhos...
Mas nunca o prazer de sonhar.

Constatação


Constatação


Qual foi o momento da transição?
Onde um sonho virou alucinação.
Talvez no seu papo sem objetivo.
Na sua vida centrada no seu umbigo.
Na sua falta de imaginação.
E eu perdida em divagações.
Esperava mais dessa ilusão.
Muitas horas depois ainda analisava minha aberração.
Somente sorria no momento da constatação.
Passei horas a observar sua revelação.
Abismada com tanta falta de imaginação.
Tanta cultura e tanto desperdício.
Reunidas em um sonho,
Que virou desilusão.

Palestra com o ET


Palestra com o ET


Em algum lugar do planeta, um extraterrestre e um ser humano se encontraram. E começaram um dialogo sem agendamento.
- 0i.
- Olá.
- Tomei uma sopa.
-Alienígena alimentado!
-Eu estava andando.
-Vocês terráqueos andam. Nós evoluímos, tele transportamos.
-Então nos mande amor.
- O amor é algo que nós não temos, é um sentimento terreno.
-Então vocês são vazios. Coitados!
-Não, apenas não sentimos essa fraqueza.
-O que você faz aqui?
-Na verdade minha nave caiu no mar, apesar de toda tecnologia avançada de milhões de anos luz, cai próximo a Atlântida.
-Encontrou seus habitantes?
-Negativo fica na profundidade de 10000 metros.
Fui salvo por um golfinho apesar de poder me teletransportar, me comuniquei com ele, que me levou até a praia.
-Pensei que esse tipo de comunicação fosse privilégio dos habitantes de Atlântida.
-Eles também são descendentes dos habitantes da constelação de Orion. Nós ensinamos todo conhecimento a eles.
-Pensei que eram terráqueos que se perderam na profundidade do mar e aprenderam a sobreviver.
-Na verdade depois de muitos milhares de anos de afastamento, voltamos. Eles não mais nos reconheceram, nos atacaram com as armas que fizeram; com a tecnologia que foi ensinada por nós. Por mais que quisesse evitar a destruição deles não podemos, tivemos que afundar a ilha.
-Como uma civilização pode desaparecer assim sem deixar vestígios?
-Foi apenas desintegrada a parte de baixo da ilha, abrindo uma cratera. Por ai passou a cidade, que continua submersa. Envolta em sua redoma protetora.
-O que isso tem haver com o fenômeno Ufo ou Triangulo das Bermudas?
-As naves que aparecem ali não são de fora da Terra, são de Atlântida. Os desaparecimentos de aviões e navios são devido a uma anomalia gerada pelas maquina em Atlântida.
-A existência de Troia foi comprovada. A de Atlântida não. Ou foi?
-Tróia está em Terra. Atlântida está no fundo do mar, abaixo do solo. Existe um paredão ou uma plataforma sobre Atlântida onde é aberta uma passagem.
-Sem oxigênio, como respiram?
-Retiram o oxigênio da água.
-Como os peixes?
-Mas esta ficando, mas complicado devido à poluição. Por isso o aparecimento deles com naves. Para observar de perto o que o homem vai fazer com o planeta.
- O que os homens fazem?
- Estão destruindo o próprio meio onde vivem.
Por isso nós iremos interferir antes que seja tarde.
-Alguns homens matam por prazer, até mesmo seu semelhante.
Faz parte da genética dos homens. Apesar de eles serem também descendentes de outro mundo.
-Como assim?
- Já foram quatro ciclos quando chegar os quinto ciclo eles também serão afetados novamente irão regredir.
-Regredir?
-Como foram destruídos quase totalmente por dilúvios, catástrofes. Tudo planejado para acontecer no momento certo Quando não havia mais solução para a humanidade.
-Mas sobrevivemos. Somos teimosos, queremos viver.
-Você é apenas umas das peças do quebra cabeça desse mundo.
-Sei disso. Mas já é muito ser uma peça. Amar, viver, existir enfim.
-Todos vocês tem uma pequena participação na destruição do planeta. Na verdade de uma mudança brusca. Mudança não só no planeta, mas também no modo de pensar das pessoas. Apenas sou um observador, nada mais. Mando meus relatórios quem decide é confederação interplanetária.
-Decidir quanto tempo dará a humanidade para afetarem seu mundo.
-Qual o conteúdo desses relatórios?
-Tudo o que acontece. Sem omitir nada. A vida moral e ética. Envio diariamente.
- E seu olhar pessoal com está?
-Terrível!
-Contra nós?
-Muita ganância, morte, violência. Mas com certeza as pessoas, mas puras que tem em mente um mundo melhor serão tiradas. Será levado a um novo planeta parecido com esse.
-Então existe separação?
-Claro as pessoa, mais pura serão levadas a este lugar. Pois estão em estágio, mas avançado.
-Seriam os ecologistas?
-Nem todos, alguns ecologistas estão apenas enganando.
-A Terra é mine laboratório.
-Laboratório do que?
-Da criação. Em cada ciclo ou era, haverá uma grande destruição. Então os mais elevados são transferido a outros mundos, para continuarem a humanidade mais num nivel superior. Os que ficarem e sobreviverem começarão do zero. A Terra é um grande laboratório do universo. Onde foram criados todos os tipos de seres vivos. Pessoas somem sem deixar vestígios. Elas são abduzidas como vocês dizem.
-Muitos desaparecidos.
-Levadas a outros mundos para formarem uma comunidade nova num planeta novo.
-Por que são especiais? Qual o critério da escolha?
-Só que olhamos é o caráter da pessoa.
-Que tipo de caráter é escolhido?
-Claro que é o bom caráter.
-Então somos ruins?
-95% sim. Na verdade se tornaram um bando de gafanhotos famintos consomem tudo. Vão acabar consumindo o planeta.
-Em nome do progresso?
-Em nome da ganância.
-Então o que nos resta fazer?
-Mudar o caráter.
-Isso é privilégio de poucos.
-Pensam que vão sobreviver escondendo sementes num cofre no subsolo. Construindo cidades subterrâneas no interior das rochas. Enquanto usam apenas 10% do cérebro e já pensam que conhecem tudo. Nós estamos a bilhões de anos luz na frente.
-Isso você diz. Como pode ter certeza disso?
-Podemos estar em qualquer lugar do universo em segundos usando a velocidade do pensamento atravessar dimensões, ir a outro universo alem do conhecimento.
-Por isso sua nave caiu?
-Tive que deixar cair perto de onde está Atlântida, pois eles iriam recolher, pois vim aqui para ser um observador. Usamos naves, mas elas viajam ao comando do pensamento, cortando o tempo e o espaço em segundos.
-Então tudo é sempre planejado.
-Viajamos no tempo para traz e pra frente jamais interferimos no habitar dos mundos.
-Mas e no nosso mundo, vão interferir?
-Sim aqui é um laboratório, era para ser um mundo para ser habitado.
-Mais somos um mundo habitado! Na verdade um grande mundo.
-Em um laboratório às vezes as experiência falham.
-Então falhamos?
-Bastante.
-Onde fica Deus nessa estória?
-O que chamam de Deus, o criador supremo. Ele é o responsável por esse imenso laboratório. Sou apenas observador. Ele esta preocupado em criar mundos. Apenas recolhemos os mais puro de coração daqui e levamos a esses novos mundos. É assim desde o inicio. Existem outros mundos mais em outros universos onde o homem jamais imaginou. A terra é um laboratório para esses universos.
-Acho que compreendi suas palavras.
-Ainda bem.
-Quero saber como vocês se reproduzem. Telepatia?
-Você quer dizer eu e os da constelação de Orion?
-Sim.
-Nós não como os terráqueos. Nós fomos criados por encanto do Criador. Criou todos nós para sermos observadores. O sexo é apenas coisa dos humanos.
-Nunca teve curiosidade de experimentar?
-Claro que sim. Mas sei como se sentem. Pois posso sentir seus desejos, as suas vontades.
-Pode sentir, mas não pode desfrutar. Que tristeza!
-Claro que poderia. Mas deixaria de ser um observador. Seria aprisionado aqui!
-E não se sente tentado a isso?
-sim.
-Quero saber, pois sou somente uma peça dessa engrenagem ou laboratório. Mas uma peça viva!
-Muitos antes de mim estiveram aqui e ficaram por se juntar a esse povinho.
-Não somos povinho. Somos superiores em sentimentos a vocês.
-Que sentimentos?
-Vocês observam. Nós realizamos. Temos o livre arbítrio.
-Observamos o fim de vocês.
-E ficam doidos para viver o que sentimos. Nem que seja por um dia.
-O prazer de vocês está na dor do outro.
-Nem sempre.
-Prazer de minutos, Prazer do sexo. Nosso prazer dura sempre.
-olhamos as maravilhas do universo, tentando salvar esse laboratório.
-Sexo faz parte, mas não é tudo. O amor é real para nós.
-O amor dura quanto tempo?
-Você nunca vai entender o que sentimos quando amamos alguém.
-Nunca mesmo. Dura uma vida?
-Falo de todas as formas de amor. Dura além da vida.
-Sim não vou negar. Mas a Eva era perfeita belos seios, tentadora, por pouco não cai.
-Você reparou nos belos seios dela. Pensei que não sentia desejo?
-Reparei. Como disse senti desejo. Mas através dos olhos do marmanjão. Dai alguns do que vieram com o Lu começaram a transar com as belas filhas dos homens.
-Como assim?
-Ai veio os gigantes, do cruzamento entre os decaídos e as formosas mulheres formaram um reino.
-Se misturaram?
-Sim. Muitos se revoltaram contra eles. Tornaram se guerreiros heróis de um povo.
-Nossa!
-Eles ou nós podíamos ter quantas mulheres humanas quiséssemos. Bem que elas eram perfeitas o néctar da criação!
-Você as achou perfeitas?
-Sim. Voltando ao líder dos decaídos o Lu de vez enquanto ia numa reunião que acontecia nas alturas.
-Uma balada?
-Não. Reunião entre o Rei e seus servos, pra colocar tudo no seu lugar
-O que mais?
-O Lu não é como os outros, é o líder deles Se pegou alguém pegou escondido. Ele gosta do poder.
-Já notei que gosta de poder.
-Sim antes o Lu e seus rebeldes estiveram em Marte. Fizeram com que os marcianos destruíssem seu mundo, corrompendo suas almas forçados a viver nos subterrâneos, onde se encontram até hoje; então Lu e seus rebeldes resolveram migrar para a terra porque era um mundo recém-criado. Ele gosta de fazer intriga, Anda queimado com o filho do Rei. Tentou dividir o reino.
-O filho do Rei esteve aqui e recuperou o laboratório.
-Sim, mais essa é outra estória. E já falamos demais. Tenho que partir tem um encontro com um líder dos marcianos para formar um novo relatório sobre o seu mundo. Por enquanto até a próxima.
-Adeus.


Direitos Resevados Ao Autor Valentim Eccel & Su Aquino.

Bem vindo

.
Bem vindo


É maravilhoso fazer da realidade um sonho. Pintado com as cores que escolhemos. Envolvente, inusitado, invejável...Vida que se renova sempre. Bem vindo amanhecer!

Chateando voce com palavras.



Chateando voce com palavras.


Quando a neblina da ilusão se dissipa começamos a enxergar a realidade. Olhamos as situações de fora e enxergamos claramente.
Muitas vezes tentamos fechar os olhos e continuar. Mas a realidade invade e não deixa espaço para sonhar.
No seu desdém ao pronunciar a palavra poesia o choque de mundos. Uma colisão de idéias, soluços de dor na alma...
Você se diz realidade, chão, e me intitula como sonho, ar.
Quatro paredes não bastam para abrigar dois mundos tão diferentes. É triste um sonho abandonar...
Impossível renunciar minha realidade, Meu universo de palavras. Que para você não querem dizer nada. Só chateação...
Quando leio ouço o som de todas as palavras, viajo na realidade de cada texto.
Quando escrevo coloco em palavras o som dos meus pensamentos. Será que tem outros como eu?
Encantei-me com a sua formação, achei que pela sua especialização haveria interação. Formando em literatura e odiando Machado de Assis. Será que têm outros como você?
Não tem borracha capaz de apagar um fato consumado. bagagens adquiridas na estrada temos que carregar.
Olhando nos seus olhos vi a realidade, idiomas diferentes, visões de vidas opostas. Quando me calei a te olhar ouvi logo seu indagar querendo por tudo meu pensamento compartilhar... a minha mente desvendar.
Amizade é a plataforma mais segura para esse sonho aterrissar. Pois nesse caminho da vida não teríamos muito para conversar.

sábado, 6 de outubro de 2012

Não


Não


Não me atrevo a me arrepender, prefiro continuar a viver.

Sem arrependimento...


Sem arrependimento...


O coração não é sábio em suas escolhas. Baila pela pessoa errada. Mas quando as luzes do baile se apagam a razão assume a direção.Arrependimento machuca,então o melhor é continuar a viver.Mas a musica que traz um sorriso ...demora um tempo... para no tempo se perder.

Pergunta ao gênio...


Pergunta ao gênio...


Busco uma formula mágica.
Talvez um gênio numa garrafa.
Que me dê coragem para recusar
Um rosto que na minha tela insiste em se mostrar.
Rosto real, não virtual.
Realidade recente,
Sonhada, realizada...
Que coloca minha mente a viajar...
Porque aceito a invasão?
Quem sabe um gênio responda essa indagação.
Porque eu não sei responder não.

Ser poeta é....


Ser poeta é....


Ser poeta é....
Amar com paixão, fazer versos sem programação.
Dar o mundo com verdade e emoção.
Buscando sempre a substituição.
Para um amor guardado no peito, procurando renovação.
Poxa!Os poemas não são falsos não...

Há!


Há!


Há! As suas promessas... Esqueci-as.
Como as águas do rio que passam e jamais voltam.
Esquecidas para sempre... Mas seu caudal continua.

Chovendo....


Chovendo....


Tem pessoas que possuem o poder de entrar e sair das nossas vidas; causando uma tempestade interior, derrubando as estruturas, e nos deixando sem abrigo, no meio da chuva...

Sr Tempo a passar...


Sr Tempo a passar...


Existe passado que julgamos, soterrados pela avalanche das pedras da razão, desprendidas pela montanha da incompreensão.
Passos que nos afastam daquele lugar de desolação.
Passa o tempo, sempre o tempo. Aliado?Inimigo?
Não sei não.
Nesse passar nos coloca no mesmo lugar...
Nos preparamos para contemplar a desolação.Mas ela não mais está,já fez o seu passar.
O lugar voltou ao seu estado anterior. Minando todas as nossas forças para caminhar.
Sem a ajuda dos passos o jeito é ficar.
Se embalando pela canção da fantasia que também, com seus passos alegres, insiste em passar.
Passam também os sonhos, que sem passos não podemos aprisionar.
Melodia hipnotizadora desse tempo a passar...
Nesse encantamento só resta esperar o que vai trazer o Sr Tempo, que não para de passar.

Te quero demais........................................


Te quero demais........................................


Você possui o poder que me transforma. Invade meu ser,me coloca nua, desprotegida.Somente uma mulher transparente.Cheia de emoções exigentes.Ah!Como odeio você por isso...

Sigo


Sigo

Sigo pelo caminho
Ignorando as encruzilhadas
Perdida nas madrugadas.
Vagando acompanhada
Pela imaginação
.

Passado que se torna presente


Passado que se torna presente


Passado que se torna presente.
Quando olho para você sinto a estúpida vontade
de baixar todas as armas.
Retirar toda guarda...
E mais uma vez recomeçar.

Capiau,como estará?


Capiau,como estará?


Corre tempo engole as horas.
Nasce o sol. amanhece o dia .
Esquenta o sol, aquece a terra.
Meio dia, sol a pino, cabeça quente.
Se a tarde esfria o sol, cabeça quente.
Chega à noite, escurece cabeça quente.
Corre o tempo, aqui e lá, interior ou capital.
Corre tempo, sem hesitar.
Somente as lembranças não correm juntas.
Insiste em martelar, você capiau...
Como estará?

Matar a si mesmo...


Matar a si mesmo...


Matar a si mesmo é quando você olha nos olhos de alguém e menti que esqueceu.Morrendo por dentro e sorrindo por fora...

O motorista,a amada e o corno militar


O motorista,a amada e o corno militar


Uma empresa de ônibus é movida por motoristas e cobradores. Existem os outros funcionários do tráfego, tesouraria, escritório, oficina, manutenção. Mas se motoristas e cobradores não estiverem no veiculo na rua, nada adianta.
O fato que vou narrar aconteceu numa época onde celular não existia. Mas fato que não impedia que tudo fosse atualizado. Porque não existe no trecho algo mais poderoso que a Radio Peão. Acreditem vocês ou não. Quem conhece o trecho sabe que tenho razão.
Cada trabalhador tem seu lugar e seu valor na nossa sociedade. Mas esse texto fala de cobradores e motoristas urbanos.E que ninguém se engane são muito inteligentes e espertos.
Vamos aos nossos personagens, ele motorista, careca, tipo calado, uns 40 anos. Ela uma senhora de mais idade, a quem os colegas chamavam de a velha do Maneco.
Ele casado, ela mulher de um militar aposentado. Moradora do bairro cujo motorista fazia a linha.
Não precisa ser gênio para adivinhar que estavam tendo um caso. Em um ponto final movimentado como aquele,todo mundo sabia.Alias a cidade inteira sabia.Isso entre a classe social que a estória esta sendo contada.
Todo dia estava ela, cuidando do Maneco. Levava almoço, lanche. E ainda agradava os colegas dele.Ela não sabia que a lei do trecho é sagrada.Peão vê tudo,sabe de tudo.Mas não comenta nada.Cada um cuida de si.E uns dos outros.
Aquilo virou rotina, ninguém reparava mais. Passou o tempo.O nosso Maneco aproveitou que a amada lhe dava tudo,comprou moveis no nome dela.Ele não pagar não foi o problema.O problema foi ele querer terminar o caso.e ainda dar uns sopapos nela.
A amada, que não tinha muita inteligência, contou para o marido. Só que apareceu dinheiro emprestado no meio da narração dos moveis.
Todo mundo na delegacia, o corno militar, a amada. La estava também o Maneco acompanhado da esposa, que de boba não tinha nada. Preferiu os moveis e o marido.Somente o corno militar não sabia a realidade dos fatos.E começou o esclarecimento.
O Maneco disse que ela tinha dado os moveis. Que ela não levou sopapos dele. Que ela tinha tentado seduzi-lo,que aceitou o presente sem maldade.Que o dinheiro não tinha visto não.Ali estava a esposa para comprovar sua versão.Que aquilo era armação.
A amada nervosa explodiu, ele tinha prometido que era dela. E agora queria abandoná-la.Que não importava moveis,dinheiro,só queria ele.
O corno militar enfim percebeu a questão. Deixou tudo pela versão do Maneco. Porque tinha perdido a reputação.No meio da confusão ainda teve que levar a esposa inconformada dali aos arrastões.
Conto agora como ficou a confusão. A amada perdeu o seu vidão, o militar corno recuperou a reputação, Com o Maneco nada aconteceu não.
Passaram anos e vi a amada com uma sacola na praça esperando o Maneco. No mesmo ritmo sua paixão.

Tristeza que aprisiona



Tristeza que aprisiona


A tristeza segura à pena, não a deixa escrever. Um verso banhado de amor.
Que a razão insiste em aprisionar...

Coração Traiçoeiro


Coração Traiçoeiro


Resolvi seguir...
Cadê os passos?
Cadê à vontade?
Olhos molhados...
Visão embaçada.
Enxugar os olhos
Desembaciar a visão
Avisto a segurança,
O lugar seguro.
Olhos que nem imagina por onde andaram meus passos.
Sorriso aberto, confiante
Mãos estendidas.
Recordo outro sorriso, outras mãos.
Olho para dentro de mim.
Segredo enterrado.
Luto em meu peito.
Tristeza vestida de preto.
Coração de luto, lutando...

TRISTEZA


TRISTEZA

T ento fugir sem conseguir
R astejo sobre escombros
I mpotente aos ferimentos
S oluçando por dentro
T entando sorrir
E ncadeamento
Z ombando de mim
A batido coração não encontra a solução

ENCRUZILHADA


ENCRUZILHADA


Encruzilhadas.
A vida está cheia delas,
escolhas de caminhos,
sem volta.
O tempo...
Uma aranha tecendo teias;
Envolve...
Prende...
Comanda.
Nos leva por caminhos sem surpresas,
porque sabenos para onde vamos...
Seguimos ao som
de um som ...
Repetitivo...
Infindável...
Todos os dias.
Olhos que espreitam,
observam...
Não pode haver mudanças,
nos nossos passos.
Seguimos...seguimos...
As vezes felizes.
As vezes tristes.
As vezes saudosos.
Não importa,
só importa seguir.
O caminho certo.
Traçado...criado...por nós mesmos.
A vida não dá direito a rascunho...
Uma certeza:a morte!
Eternidade,
lugar muito vago,
distante;
para quem:
almeja,
o som de uma voz.
A alegria de um riso.
Para guardar,
como algo precioso.
Em um lugar onde ninguem
pudesse observar.
Avaliar.
Impossivel.
O dia está lindo,
que pena...

Triste brilho da alma.!


Triste brilho da alma.!


No meu mundo cheio de conquistas,mais uma batalha vencida..
Ainda ecoa o som da comemoração.

Risos,abraços,congratulações!

Meu rosto brilha de satisfação.

Brilho próprio de guerreiros,acostumados com vitórias.

Embriagandos na sua superação.

Tudo é brilho no meu mundo iluminado.

Por que então minha alma tu fostes para longe?

Ouço o chamado silencioso,de lágrimas...

Ferida aberta,clamando por socorro.

Lembrança presente do que ficou pelo caminho.

No campo de batalha da vida,guerreiro não escolhe;sobrevive.

A alma se despe da emoção, se veste com a razão.

Guerreiro fraqueja,vacila,ama.

Mas nunca se despe da razão...

Vem minha alma,as luzes se apagaram,cessou a comemoração.

Podemos juntas atender ao chamado silencioso, lágrimas...

Alívio para ferida,bálsamo para o coração..

Ferimento profundo mas dele não vamos morrer.

No final só mais um cicatriz,trazida do campo de batalha da vida.

Recordação.