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domingo, 9 de junho de 2013

Alma




Alma que se fez fera e caminha pela vida.
Ninguém jamais consegue saber tudo que essa alma carrega.
Flutua pelo espaço e caminha observando em suas paradas o Tempo que caminha indiferente aos tormentos.
Gemidos, risos, murmúrios não param a caminhada do Tempo.
Que ao som da melodia caminha sem constrangimento.
Aos observadores apenas mais uma alma livre.
Bagagens invisíveis,que ninguém consegue enxergar.
Em suas paradas para tomar fôlego, lamber feridas. A alma encontra outras almas.
Algumas com suas bagagens visíveis.Como um caixeiro viajante as exibe como mercadorias.Necessidade de dividir aquele peso...
Vã ilusão. Ninguém pode dividir sua carga.Foram acumuladas e escolhidas em cada decisão tomada.Tudo teria sua consequência...
Algumas almas insistem em culpar o Criador pelo peso que elas mesmas escolheram.
Existem pesos que já as esperavam para serem carregadas. Peso de outras almas que a dela estavam ligadas.
A diferença nesse contexto é acertar na escolha, nas decisões.
A alma pode pegar pesos e pesos antes mesmo de iniciar suas escolhas que lhe renderão bagagens.
Pode também chegar aos pés da cruz. Aquela cruz tosca erguida lá do calvário. Dando fim á vida de um inocente.
Fim?Não. Foi i daquele fim que o recomeço se fez.
Numa manha de domingo o Homem sem bagagens somente humildade venceu a morte.
E nos deu a escolha de trocar o peso pela cruz. Pode caminhar pela vida sorrindo para o Tempo. Sem medo do grande rio.Sem moeda para barqueiro.
Encarando cada bagagem como aprendizado. Sem necessidade de plateia para tentar se livrar de seu peso.
Nos momentos de dor, lagrima, escuridão. O Homem estará lá segurando sua mão.

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