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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Relicário






Contemplo sua face.
Escondido no espaço entre uma saudação o relicário invisível... visível...sentido.
Cheios de palavras embrulhadas em silêncios.
Palavras que gritam desesperadas sem alento.
Isoladas pelas paredes a prova de som do silencio.
Dentro do ser elas resistem bravamente ,se fazem lamento.
Imploram a ajuda do vento para pôr um fim a esse tormento.
O vento compreensivo embala a rede dos segredos.
Palavras nunca ditas se vestem de vermelho em protesto ao branco imaculado que tem usado o coração discreto.
Nada de segredos gritados no topo da montanha.
Somente o silencio de sonhos protegidos pelo travesseiro.
No momento de falar... Somente silencio.
Relicário protegido pelo silencio.


 

Surfista

 
 
 


Transformo você em surfista prateado
Surfando nas ondas dos sonhos
Iluminado da cabeça aos pés
Lindo olhar transparente
Senhor do seu momento
Viajante de mundos
Voando por ai
Pousando talvez em lençóis de cetins
Trazendo a musica do universo em sua voz
Calma melodia nessa sinfonia
Doces afagos nos seus versos a rimar

Flutuando... Meu mundo a encantar

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MEDO

.

MEDO

Meu mundo é real ,
de mentiras e inverdades,
escondido a sombra de meu eu às vezes tenebroso.
Pensar-me porto ,reporto aos receios de um medo incontido no olhar ameaçador do meu outro ser.
Meu mundo é real maquiado na fantasia da alegria, lágrima escorre o rimel de meus desejos pintados no rosto oculto de sua vontade.


Quando chega o fim do dia o breu da noite anuncia.
È chegada a hora da despedida.
Vai embora à maquiagem da fantasia,
levando consigo a alegria.
Tirando o rimel dos desejos escondidos.
Rosto não mais oculto.Exposto o Eu.

Espelho diante de mim ,meus olhos refletidos ,
não mais reconheço o ser que habita
meu corpo nu de verdades.
Cinza grafite me desenha em papel fantasia ,
tentando brilhar em meio ao neon
que vem do outro lado de minha janela.
Não quero mais ser eu.


Dança o corpo sem fantasia,
despido das verdades maquiadas.
Escorre pelo chão a tinta das ilusões.
Manchando o branco linho,
escorrendo entre as dobras de costurados sonhos
com a linha de outros tempos... maquiados pela aparência.


Meu mundo é real de mentiras e inverdades ,
sobreviveram aos medos que me cobriram a alma
de negros receios.
Hoje mesmo sabendo o que sou não sei que eu fui.

Su Aquino e Mauricio Claudio

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mudei eu


Mudei eu

Olho a chuva que molhou meu passado
Olho no momento presente
A chuva continua a mesma
Não perdeu seu encantamento
Sua cortina de inocência permanece
Mudei eu nesse meu ciclo da existência.

domingo, 11 de novembro de 2012

Encruzilhadas(Livro)

Diante da tela em branco com tudo que escrevi para você nas mãos me preparo para dar vida ao livro a tanto planejado.
Muitas páginas no papel impressas. Palavras e palavras a você dedicadas.
Da primeira a última linha meu Norte é você.
Palavras eternizadas aqui nesse livro adiado.
Sei que entenderá esse diário recheado de poesias
.




Muitos anos se passaram. Graças a tecnologia posso olhar para você numa tela de computador.Ouço sua voz vinda de longe.
Não planejei esse momento, nessa madrugada incomum. Como também não planejei o disparar do meu coração.Nem a emoção que toma conta do meu ser.Ah se você pudesse ver meu rosto agora como eu vejo o seu...que bom que não pode.
Contemplo sua face... meu Deus que emoção!Analiso suas mãos e o brilho único do seu olhar. Não resisto, minha mão toca a tela...
Nada de sonhos nesse momento. Isso é a realidade com ajuda da tecnologia abrindo uma brecha no tempo.
Tudo que se sente leva a realidade do encontro.
Nada que se possa sentir numa dialogo feito através de uma tela se compara ao encontro.
A cidade dorme. Madrugada ,lá vou eu com passos que parecem flutuar na calçada.
O cavalheiro que abre a porta do carro ainda é o mesmo que o fazia há muitos, muitos anos atrás...
Debaixo desse mesmo céu. Em muitas outras madrugadas...
A luz do poste ilumina nossos rostos. Não vejo os sinais do tempo.Vejo o garoto com os mesmos olhos...não existe toque de corpos.Existe o toque de almas.
Eu não me lembrava de o que era sentir. Flutuei nesse momento sem palavras.Perdida no seu olhar.Me vi pelo seu prisma.Momento único.Se o mundo acabasse ali não me importaria.No espaço de um carro todos os desejos do universo couberam.
Não me atrevi a pensar em nossos mundos. Palavras seriam uma blasfêmia.Um toque de mãos uma oração.



ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas.
A vida está cheia delas,
escolhas de caminhos,
sem volta.
O tempo...
Uma aranha tecendo teias;
Envolve...
Prende...
Comanda.
Nos leva por caminhos sem surpresas,
porque sabenos para onde vamos...
Seguimos ao som
de um som ...
Repetitivo...
Infindável...
Todos os dias.
Olhos que espreitam,
observam...
Não pode haver mudanças,
nos nossos passos.
Seguimos...seguimos...
As vezes felizes.
As vezes tristes.
As vezes saudosos.
Não importa,
só importa seguir.
O caminho certo.
Traçado...criado...por nós mesmos.
A vida não dá direito a rascunho...
Uma certeza:a morte!
Eternidade,
lugar muito vago,
distante;
para quem:
almeja,
o som de uma voz.
A alegria de um riso.
Para guardar,
como algo precioso.
Em um lugar onde ninguem
pudesse observar.
Avaliar.
Impossivel.
O dia está lindo,
que pena...

Chuva


Chuva

Cai a chuva mansamente nas telhas
Ruído no mesmo ritmo no telhado
Abençoada noite calma
Abençoada paz perfumada
Perfume de terra molhada

domingo, 4 de novembro de 2012

Vento

 
  
 
 
 
 
Soprou o vento da recordação
Virei criança sendo abençoada pela realidade
Vento movendo meus cabelos
Vento devolvendo a inocência
Vento no momento presente
Vento me perfumando com lembranças
Vento na ilusão deliciosa de um momento
Vento que soprou daí e me alcançou aqui