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terça-feira, 11 de setembro de 2012

As muié di A a Zé

Você só pensa nisso

As muié di A a Zé


Lá pelas terras da fazenda Vaca Atolada,
próximu a curva do coqueiro quebrado,
na istrada da Capivara Engasgada.

Zé Ruéla, matuto, si dizia sabido, letrado ,
Ressorveu usar o arfabeto pra discreve as
muié.

A- Alembra di Ambrosina,
Mossa furmosa, fina
Cintura di vespa,
Que cunheceu na isquina

B- Pensa im Belinda
Puro encantamento.
Mas a danada
Só queria casamento.

C- Si encantou com Corina
Uma belezura seu frontal
Tinha a coxa roxa
Esquisita e muito sentimental

D- Ai apareceu Dundina
Sonha cum gingado dela
Dona di bela traseira.
Qui num gosta di Zé Ruela

E- Um dia isbarra in Epifania
Mulata levada, isculpida
Quiria seus dengus
Mas diaxu, como era mitida!!

F- Ai foi atrás di Filomena
Mossa iducada , num era pequena
Mãos di fada, corpo de elefante
Ali sem jeitu , pois nada ingrena

G- Ai tento Gertrudis
Cum bela cabeleira amarela
Mossa facera, sapeca
Nossa sô! Cumo era tagarela

H- Assim pareceu a Hinriqueta
Ki encanto o pobri capial
Doçura , aligria pura
Mas só kiria saber de mingal

I- Cunheceu Imaculada
Num era pura, sempri abusada
Como a danada requebrava
Mas infim era xarope e lesada

J- Num rala coxa cunheceu Jirdonia
Alguns passos eli cum ela aprendeu
I agarra aqui, aperta ali, mas num deu ,
Purque a dentadura a moça isqueceu

K- na venda viu Kánia
Foi na venda di Nho Bilau
Minina sem breke, lokinha
O pai tinha ispingarda e era mau

L-Domingu viu a Leopolda
Assim na missa viu a beata
Cuberta até o piscoço
Ki saco!Num ata nem dizata

M- Vortando cunheceu Maroca
(Tranças longas de Maroca !)
Dislumbrado, caiú na urtiga
Isqueceu di plantá a mandioca

N- Ai recunheceu Nelinha
Novinha mas nada ingênua
Doidinha a pequena
Sem jeito sô, a busca cuntinua

O- Se alembra di Ofelia
Caminhando num mandiocal
Numa noite sem lua
Era banguela e usava bifocal

P -Foi quandu Paloma cunheceu
Mossa loca , sempre tosca
Num era di toma banho
Sempre tava cheia de mosca

Q- Ai pareceu Quintela
Mossa magra , muito bela
Mas cossava sempre o nariz
I era esquisita as coisas dela

R- Logo dispois veio Rumirda
Ki é isso sô! Deus o livre disso
Correu sem parar. Ai meu deus!
Cumo ela é? Prifiriu ficar omisso

S- Isbarrou in Salumé
Era istranha essa Salumé
E cum ela nem quis graça
Falava grosso e fazia xixi de pé

T- Ixe agora falou di Teofila
Essa era invetora sem trégua
Mas tumbém num era legal
Assim correu dela por léguas

U- Se alembrou di Ursilina
Nossa era bunita quase divina
Mas nem cheguou perto dela
Era mais lisa ki sabão cum vasilina

V- Chego a vez di fala di Veruska
Notandu mior a mossa, percbeu
Ki a beleza dela sai com água i sabão
Assim dessa berdade também curreu

X- Ah Xiquita , sua veiz
Andava de trancinha , vestido xadrez
Mas era mossa maluca, travessa
Obesa , vesga , desistiu di vez

Z- Até ki infim achou Zélia
Num viu nenhuma como aquela
Bunita , cuzinhava bem , humm
Mas veio a família toda cum ela

Infim vou ter ki renovar meu arfabeto




Dueto de Ricardo Vichinsky e Su Aquino



22/05/2012 14:50 - ADILTON GOMES SILVEIRA
AO FIM TERMINO MEU ALFABETO
POR HAVER LETRAS A FALTAR
PARA DESCREVER MINHAS BELDADES
NA PRÓXIMA USAREI O SISTEMA NUMÉRICO PARA CONTEMPLAR MINHAS VAIDADES
OU A MIRÍADE DE ESTRELAS
PARA FALAR DE MINHAS BELAS...
PARABÉNS AOS DOIS COLEGAS!!

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