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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Asas Curadas

 

Asas curadas


Se arrastando pela noite.
Dor terrível nesse arrastar.
Arrastando por necessidade...
Asas feridas, tingidas de vermelho.
Sangrando seus sonhos. Cada gota um gemido.
Coração adormecido. Pelo dor insensível.
Com dificuldade equilibra o corpo.
Desacostumado do chão. Troca os passos vacilantes.
Pés sensíveis estranhando o terreno firme.
Mexe as asas, que horror!
Grita sua dor para a escuridão.
Alem existe seu mundo.
Tão longe suas inspirações...
Longe alem do breu está toda beleza.
Tudo aquilo lhe pertence, seu mundo alem do tempo.
Sem limites para voar. Sem limites a respeitar.
Arrasta o Ser destruído, sentindo as asas feridas...
Sem opção se não caminhar.
Doloridos passos nesse chão a vacilar.
Refém do tempo a lhe afrontar.
Escuridão da noite a lhe cegar.
Caminha e já não grita. Aperta os dentes.
Coração não mais dormente...
Olhos recuperados, enxergando alem do breu.
Sentindo junto ao peito o passaporte para a liberdade.
Sua Pena bem guardada, no coração, em segredo, embrulhada.
Com cuidado testa as asas, escondido, sem alarde.
Na hora certa ergue os olhos, sem medo da escuridão.
Não mais uma inimiga, mas companheira de viagem.
Asas abertas enfim brilhando. Pena na mão.
Voa o poeta para o infinito, venceu a escuridão.




Poetas da Noite
Grupo de poesia góticas e outras coisitas mais rsrsrs

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