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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Desencontros



Desencontros

Muitas vezes a realidade da vida atinge a alma.
Golpe inesperado abre a porta à tristeza.
Apagam se a luzes somente o silencio.
Busca a alma a solidão.
Coloca sua vida sob o lampião.
Poe- se a analisar sua trajetória.
Abre o mapa das escolhas.
Observando os oásis, os desertos...
Mapa traçado pelo seu livre arbítrio.
Alma que não é perfeita, nem imperfeita.
Somente alma. Cada escolha uma razão.
Consequências sua opção.
Não entendeu nada,apenas viveu...
Querendo ou não, encarar o que não tem solução.
Abre portas trancadas, retira a poeira o espanador sem sonhos.
Lustra os móveis com lágrimas salgadas,
não espera brilho ao lustrar.
Olha o mapa ainda a terminar, lápis das escolhas, por necessidade tem que caminhar.
Caminho de descida cada dia mais perto de terminar.
Contempla a alma a encruzilhada onde não pode voltar.
Lá deixou algo que nunca mais poderá recuperar...
Não existem mais sonhos nesse universo para sonhar.
Nem menina, nem mulher. Somente uma guerreira.
Que por necessidade continua a caminhar.
Respeitei o Deus que criou o homem.
Respeitei os deuses que os homens criaram.
Respeitei as convenções.
Sem contradizer a sentença. Escrita no infinito .
Pela caneta do Criador assinada.
Confirmada pelos desencontros que nunca permitiram um encontro.

Sabia que no meu odre levaria a solidão.



http://youtu.be/SXpMxcpiQEs


Série Alma

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