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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nossas mãos



Nossas Mãos
Venha se assentar comigo na varanda do castelo do tempo.
Contemplemos nossa caminhada na estrada incerta dos nossos momentos.
Repare nossas mãos como mudaram... Não mais puras nossas digitais.
Como foi longa nossa trajetória!
Com certeza estava escrito nossa despedida naquela encruzilhada.
Tolos viajantes insensatos em suas escolhas!
Mãos separadas para nunca mais se encontrarem.
Mãos que pela caridade do tempo se tocaram algumas vezes...
Mãos sobre mãos por lágrimas molhadas.
Mãos que, por necessidade, intocáveis se transformaram.
Como brilham essas mãos quando se tocam...
Desespero desses olhos que não conseguem enxergar o futuro.
Pela fé contemplam uma luz em pensamentos. Dela vem a força.
Força que sacode a poeira do tempo. Levantamos-nos, separados e juntos.
Seguimos em frente. As vezes choramos.As vezes rimos.Dor dividida.
Escritos guardados... Livros não publicados... Papeis amarelados...
Amor derramado pela vida em palavras nunca lidas.
Mais nunca deixaremos de esperar o encontro marcado no lugar seguro.
E o Deus de amor que nos perdoe por tanto amor.

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