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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Para onde vão as mães







Para onde vão as mães


Para onde vão as mães quando partem?
Ganhamos e tocamos nesses seres poderosos.
Para nós indestrutíveis.
Amadas e mal compreendidas às vezes.
Fases que passamos ao amadurecer.
Incompreendidas preocupações.
Do ser que tem medo de nos perder. De nos ver sofrer.
Hoje olho para meus filhos e entendo.
De bom grado trocaria de lugar com eles.
Nos mínimos machucados. Nas grandes decepções.
O amor é tão grande que não tem explicação.
Para onde vão as mães eu não sei...
Sei onde ficam. Vivem dentro dos filhos .
Apesar do tempo mínimo, nunca esqueci.
Lembranças, pedaços, desabafos...
Fotos descoloridas de um álbum em decomposição.
Que para meus filhos pouco ou nada significam.
Deus foi tão maravilhoso que colocou outra para preencher o vazio.
Lembranças poucas guardei.
Das vitorias que contigo não dividi.
Das decepções que em seu colo não chorei...
Crianças indefesas também são fortes e sabem esconder sentimentos.
E somente Deus ouve a pergunta em noites escuras banhadas de lágrimas. Escondidas no escuro.
Para onde foi minha mãe?Com sua pele branca, seus sonhos, suas esperanças...
Em cada caminho que passei esteve presente.
Quando olho um ser humano sofrendo. Merecendo ou não.
Lembro-me da mãe que por esse ser chora e mesmo errado o ama.
Falo de mãe não de monstros que levam esse nome.
Falo da mãe que ama e nesse amor se faz anjo.
Falo da mãe que um dia sofreu embaixo de uma cruz.
Aquela sim sabia inocente seu filho era. Forte, porque não enlouqueceu de dor.
Mães que nem ateus ou crentes ousam duvidar do seu amor.

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